Terceiro candidato a reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) a ser entrevistado pela TVRT1, o professor Marco Antônio de Freitas afirmou que tem como prioridades desburocratizar a instituição e resgatar o protagonismo que a Ufam sempre teve junto à sociedade amazonense.
“A Ufam não pode parar. São necessárias mudanças para ser mais eficiente, mais humana e mais democrática. Uma delas é o Combate à burocracia. Desburocratizar para que os fluxos e os processos possam caminham melhor. E recuperar o papel de protagonismo que a Ufam sempre teve”, disse Marco Freitas, que é o atual diretor da Faculdade de Ciências Agrárias e concorre em parceria com o professor Raimundo Passos pela chapa “Ufam Mais”.
Calendário acadêmico
Sobre a regularização do calendário acadêmico, afetado pela pandemia de Covid-19, o candidato afirmou que planeja que tudo esteja normalizado até 2023. “Tem que estabelecer estratégias e levar em conta a peculiaridade em cada unidade acadêmica. O plano é regularizar o calendário acadêmico até 2023”, afirmou, acrescentando que o tempo de distanciamento é um grande desestímulo e leva à evasão.
HUGV
Para Marco Freitas, o Hospital Univertsitário Getúlio Vargas (HUGV) precisa ser readequado. “A estrutura tem que ser redimensionada e o pessoal formado. Para que possa continuar servindo à população e ajudando a sociedade numa necessidade urgente. O pessoal precisa estar seguro e bem formado. Preparados, treinados e resguardados”, afirmou.
Acesso a recursos
Questionado sobre o orçamento cada vez menor destinado às universidades federais, o candidato lembrou que os repasses do Ministério da Educação (MEC) não devem ser a única fonte de recursos das universidades.
“Não precisamos acessar recursos só do MEC, que tem o entendimento que deve priorizar a educação primária e não o Ensino Superior. Para nós é uma visão equivocada. A universidade pode e deve acessar recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Ministério da Saúde”, afirmou.
Marco Antônio de Freitas lembrou também que há recursos de renúncia fiscal todos os anos disponibilizados todos os anos pelo PIM. O que falta são bons projetos para acessá-los. E resolver as dificuldades de tramitação dentro da instituição. Facilitar os fluxos”.
Pró-reitoria de Interiorização
Para o candidato a reitor, os campi localizados no interior do Estado foram abandonados. Por isso, defende a criação da Pró-reitoria de Interiorização. “O interior foi deixado à própria sorte. Há a necessidade de se consolidar os campi do interior e de criação da Pró-reitoria de Interiorização. Os campi têm muitas necessidades e peculiaridades. A ideia é transformar as unidades acadêmicas do interior em unidades gestoras”, afirmou.
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