A cheia dos rios afeta a produção rural em municípios das calhas dos rios Purus e Juruá. Manejos que ocorrem em áreas de várzea, como o cultivo de frutas e hortaliças, e a pecuária, foram interrompidos pela elevação do nível das águas.
De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea-AM), Muni Lourenço, o período de chuvas e a consequente cheia dos rios, apesar de sazonal, neste ano ocorre com mais intensidade.
Ele informa que os impactos ocorrem em produções cultivadas em áreas de várzeas, tanto de frutas e hortaliças, como no manejo de rebanhos.
“Boca do Acre é um dos municípios que sentem os impactos da subida das águas, com famílias desalojadas e perdas na produção e renda. São cultivos mantidos em áreas de várzea e são prejudicados pela cheia. Os rebanhos sofrem pela transferência para a terra firme. Nesse ano a cheia ocorre com mais intensidade”, disse o presidente.
Abastecimento garantido
Segundo Lourenço, as perdas produtivas não impactam o fornecimento de hortifrútis em Manaus porque o abastecimento é feito pelas produções localizadas nas calhas dos rios Madeira, Solimões e Negro.
“A cheia ainda não gera escassez de produtos em Manaus. Mas, vamos manter observação quanto ao nível das águas nas calhas dos rios Negro, Madeira, Solimões, que são muito importantes para o fornecimento”, informou.
Ações para minimizar os impactos
Conforme Lourenço, medidas já solicitadas pela FAEA ao governo do estado e a algumas instituições bancárias com o intuito de minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus, deverão ser reforçadas, voltadas ao auxílio aos produtores no período da cheia dos rios.
“Pleiteamos alternativas que possam minimizar os impactos das perdas como a prorrogação e a renegociação de dívidas dos produtores rurais, concessão de linhas de crédito especiais, para que possam manter as atividades e evitar o êxodo rural; distribuição de sementes para período pós-cheia”, informou.
A calha do Juruá é composta pelos municípios Juruá, Carauari, Itamarati, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Guajará. E a calha do Purus pelas cidades de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri.
Reportagem: Priscila Caldas
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