Em reunião com a bancada do Amazonas em Brasília no final do dia, nesta terça-feira (23), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que desconhece os prejuízos gerados à Zona Franca de Manaus (ZFM) com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reduzir o imposto de importação de bicicletas de 35% para 20% de forma gradual até o fim deste ano. Guedes declarou ainda que não estava bem familiarizado com assunto e pediu 24 horas para analisar a questão. Há duas possibilidades: ou o ministro debochou com a aflição de nossos parlamentares, ou o presidente anda tomando decisões à revelia de Guedes, o que confirmaria os rumores de que o ministro está passando por um processo de fritura.
___
AMBAS AS ALTERNATIVAS
Para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), ambas as alternativas estão corretas: a resposta do ministro é um desplante para com a nossa bancada e o ministro está experienciando um processo de fritura. Serafim disse que depois do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, o próximo a ser “descartado” será o ministro Paulo Guedes. “Aliás, a demissão do presidente da Petrobras diz bem o nível de consideração que o presidente tem por ele [Paulo Guedes]. Ele está sendo fritado e não é em banho Maria, não. É em banha mesmo”, disse.
___
NADA MUDOU
Enquanto isso, nada mudou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A apreciação de uma Proposta Emenda à Constituição (PEC), na sessão desta quarta-feira (24) foi retirada da pauta por falta de quórum. O número insuficiente de deputados estaduais para votar questões importantes tem sido uma constante na Casa Parlamentar desde 2020. Ou seja, o ano mudou, mas os deputados e suas antigas práticas, não.
___
IGNORANDO A PANDEMIA
O deputado estadual Dermilson Chagas (Podemos) mais uma vez utilizou a tribuna da Aleam para tecer críticas ao Governo do Estado. Desta vez, o deputado ignorou que estamos em uma pandemia e que foi necessário um grande incremento de leitos para suprir a demanda que cresceu exponencialmente. Dermilson questionou um termo aditivo ao contrato do Hospital Delphina Aziz. Ora, o hospital saiu dos 457 leitos em outubro para os atuais 1.435 exclusivos para Covid. Não é de se admirar a necessidade de um termo aditivo neste contexto.
___
SEGURANÇA EXCESSIVA
Alguns parlamentares criticaram a quantidade de policiais disponibilizada para a segurança dos deputados na Aleam. Sinésio Campos (PT) defendeu que o efetivo seja revertido apenas para a guarda do prédio da Assembleia e não para a segurança pessoal dos políticos. O número de policiais à frente do prédio nos últimos dias, aliás, tem chamado a atenção. Talvez estejam esperando o levante popular sonhado pelo deputado Wilker Barreto (Podemos), que já até sugeriu, em tribuna, a invasão da sede da Aleam pela população, num arroubo trumpista.
___
SEM RAÇA DEFINIDA
O Projeto de Lei que discute a criação Dia do Animal Sem Raça Definida foi retirado de pauta após a falta de esclarecimento. Quase em tom de deboche, o projeto, proposto pela deputada Joana Darc (PL) subscrito por Saulo Vianna (PTB), foi criticado por Sinesio Campos (PT) e Belarmino Lins (Porgressistas). Prestes a dar à luz, Joana Darc está ausente do parlamento por conta de sua licença maternidade.
___
PFIZER GANHA ROUND
Na queda de braço instaurada entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a indústria farmacêutica Pfizer, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a vitória, pelo menos de um round à Pfizer. Diante da recusa do presidente em fechar negócio com a farmacêutica por se recusar a concordar com a cláusula que exime a indústria de ações na Justiça por eventuais efeitos colaterais da vacina, a Anvisa concedeu o primeiro registro definitivo de uma vacina no Brasil justamente para a Pfizer.