A Superintendência da Zona Franca de Manaus vai sediar um encontro, em junho, entre empresários do Polo Industrial de Manaus (PIM) e os dirigentes do porto de Chancay, no Peru. No encontro será apresentado as possibilidades logísticas que serão criadas com a inauguração do porto, em novembro.
A cidade de Chancay, próxima à capital peruana, Lima, será um ponto estratégico para cargas que viajarão via multimodal até Iquitos, na fronteira com o Brasil. De Iquitos, as mercadorias seguirão pela rodovia Transoceânica, também conhecida no Brasil como rodovia do Pacífico, que integra as BR 364 (Limeira-SP – Rio Branco-AC) e BR 317 (Rio Branco-AC – Cobija, fronteira com o Peru).
Dessa confluência, as cargas podem alcançar Porto Velho e, posteriormente, Manaus, reduzindo o tempo de chegada dos insumos comprados pelas indústrias do PIM de países da Ásia, como China, Japão e Taiwan.
Conforme a Suframa, uma carga vinda da China para Manaus atualmente leva até 46 dias para chegar, percorrendo o oceano Pacífico, cruzando o canal do Panamá, navegando pelo oceano Atlântico e entrando no Brasil pela hidrovia do rio Amazonas. A nova rota, via o porto de Chancay, promete reduzir significativamente esse tempo.
Na avaliação do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, uma alternativa para facilitar a rota multimodal Chancay-Manaus é o alfandegamento do porto de Tabatinga, na região do Alto Solimões, por ser uma porta de entrada natural na hidrovia do Rio Amazonas.
Com o alfandegamento, afirma Saraiva, a região Amazônica poderá se beneficiar significativamente, rompendo o isolamento das calhas do Alto Solimões e dos rios Juruá e Japurá, além de contribuir para a geração de emprego e renda e melhorar a logística das mercadorias produzidas na Zona Franca.
“O início do funcionamento do porto de Chancay inaugura também a possibilidade de uma nova rota que vai baratear muito os custos e as operações de carga e descarga no Porto de Manaus e na Amazônia. Ao reduzir o tempo total de trânsito das cargas, vai aumentar a competitividade da Zona Franca de Manaus”, explicou Saraiva.
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