quarta-feira, 23 de setembro de 2026
NEGROS DO AMAZONAS

Amazonas tem uma das menores populações quilombolas do País

Descendentes de negros, quilombolas foram registrados pelos profissionais do IBGE em apenas sete dos 62 municípios do Estado
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Um novo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com informações do Censo Demográfico de 2022, mostra que o Amazonas tem uma das menores populações quilombolas do País, com apenas 2.812 indivíduos, número que representa 0,21% do total nacional de 1.330.186 milhão.

O Censo mostrou ainda que há quilombolas apenas em sete dos 62 municípios do Estado, o que confirma a tese sociológica de que as forças produtivas do Estado desde o início da colonização até o fim da escravidão utilizaram poucos negros escravizados trazidos da África, preferindo a escravização de indígenas.

Ao todo, o total de descendentes de escravizados residentes em terras quilombolas reconhecidas pelo Governo Federal era de 1.231 pessoas (0,73% do total nacional que somava em 2022 167.769 quilombolas nessa condição. Já 1.581 quilombolas moravam fora de terras quilombolas (0,14 % do total nacional de 1.162.417 milhão quilombolas).

Dos 62 municípios amazonenses, apenas em sete foram identificados quilombolas residentes: Barreirinha (1.891 quilombolas), Itacoatiara (352), Manaus (214), Novo Airão (196), Barcelos (83), Alvarães (72) e Manacapuru (4).

Dos quilombolas de Barreirinha, 1.143 residiam em terras quilombolas e 748 fora de terras quilombolas Em Novo Airão 88 quilombolas estavam em terras quilombolas e 108 fora de territórios quilombolas.

Nos demais municípios com quilombolas, os que tinham quilombolas residindo fora de território quilombola foram Itacoatiara (352), Manaus (214), Barcelos (83), Alvarães (72) e Manacapuru (4).

As idades com maior quantitativo de indivíduos quilombolas foram as faixas etárias de 10 a 14 anos (357 quilombolas); de 5 a 9 anos (332 quilombolas) e de 15 a 19 anos (314 quilombolas). As faixas etárias com menor quantitativo de quilombolas foram as de 100 anos (1 quilombola); as com idades entre 95 a 99 anos (3 quilombolas), as faixas etárias entre 90 a 94 anos (3 quilombolas) e as idades entre 85 e 89 (8 quilombolas).

No Estado, foi identificado pela pesquisa, que existiam em 2022, prevalência de homens quilombolas. Eram 1.455 homens (51,74%) e 1.357 mulheres quilombolas (48,26%). Em territórios quilombolas, viviam 644 homens (22,90%) e 587 mulheres (20,87%). Residindo fora de territórios quilombolas estavam 811 homens (28,84%) e 770 mulheres quilombolas (27,38%).

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