Após o Google, agora é a vez do X (ex-Twitter) proibir anúncios políticos no Brasil. Até o dia 29 de abril deste ano, o Brasil constava na lista de países permitidos para a veiculação de “anúncios de conteúdo político”, os quais abrangem menções a candidatos, partidos políticos, autoridades governamentais, eleições e temas políticos.
Entretanto, desde sexta-feira (3/5), o Brasil não está mais relacionado na página “Conteúdo Político” do X Negócios, o portal da plataforma dedicado à oferta de anúncios. No texto, a rede esclarece as diretrizes para a veiculação de publicidade política no antigo Twitter.
Atualmente, a lista inclui apenas os seguintes países: Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Indonésia, Israel, Japão, México, Peru e Reino Unido.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um prazo de 60 dias, a partir de 1º de março, para que as plataformas se ajustassem às novas normas, incluindo a obrigação de disponibilizar um repositório de anúncios políticos e eleitorais. Esse prazo se encerrou em 30 de abril.
Em abril, o Google já havia optado por vetar anúncios eleitorais em 2024, medida que entrou em vigor em 1º de abril.
A decisão foi motivada pelas dificuldades em cumprir os requisitos estabelecidos pela corte eleitoral, incluindo a necessidade do já mencionado repositório de anúncios, que será utilizado para monitorar ativamente as manifestações nas plataformas digitais.
A Meta, dona do Facebook, também vem discutindo a possibilidade de vetar os anúncios políticos durante as eleições municipais deste ano.
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