O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (25/4), dados da pesquisa sobre Segurança Alimentar no Brasil mostrando que no Amazonas 530 mil domicílios têm residentes sofrendo algum tipo de insegurança alimentar, portanto estão comendo menos do que deveriam para se manterem saudáveis.
Desse total, 113 mil domicílios têm residentes enfrentando Insegurança Alimentar grave, que indica que além dos membros adultos, as crianças, quando presentes, também passam por privação severa no consumo de alimentos, podendo chegar à sua expressão mais aguda, a fome.
Em números absolutos, a pesquisa do IBGE mostra que dois milhões de amazonenses vivem em insegurança alimentar, que é quando ocorre um evento leve, moderado ou grave. Com grau de insegurança alimentar leve são 1,2 milhão; com o grau de insegurança moderada 266 mil; e com o grau grave são 437 mil pessoas.
Outros 2,2 milhões de moradores vivem com segurança alimentar, portanto comem regularmente a quantidade necessária de nutrientes para se manterem saudáveis.
Pelos padrões técnicos e estatísticos do IBGE, “os domicílios são classificados como em situação de Insegurança Alimentar leve quando aparece a referência à preocupação com o acesso aos alimentos no futuro e já se verifica comprometimento da qualidade da alimentação no domicílio e os moradores adultos da família assumem estratégias para manter uma quantidade mínima de alimentos disponível aos seus integrantes”.
“Nos domicílios com Insegurança Alimentar Moderada os moradores, sobretudo os adultos da família, passam a conviver no período de referência com a restrição quantitativa de alimentos, portanto comem uma quantidade que não supre as necessidades diárias“.
“O nível de Insegurança Alimentar Grave significa que, além dos membros adultos, as crianças, quando presentes, também passam por privação severa no consumo de alimentos, podendo chegar à sua expressão mais aguda, a fome”.
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