terça-feira, 22 de setembro de 2026
CONTRAMEDIDAS

Chibatão instalará píer provisório para diminuir prejuízos na estiagem

Em outubro do ano passado, tanto o Rio Negro quanto o Madeira registraram as menores cotas nos últimos cem anos, dificultando a trafegabilidade e o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus (ZFM) para o restante do país.
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Nova seca histórica poderá ser registrada em nove dias em Manaus (Foto: Ana Cláudia Leocádio)

O grupo Chibatão anunciou nesta quarta-feira (24/4) que vai instalar um píer flutuante provisório na Enseada do Rio Madeira para facilitar a transferência de cargas de navios para balsas, caso não haja profundidade suficiente para navegação até Manaus. O objetivo é aliviar o calado dos navios para que eles consigam atracar na capital num possível cenário de seca extrema.

Entidades da indústria no Amazonas trabalham com a hipótese de a seca neste ano ser tão intensa quanto no ano passado. O Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) ressaltou que a instalação da estrutura ocorre desde março, em conjunto com a Marinha do Brasil. Foi constatado que a Enseada do Madeira e o Tabocal são regiões onde o rio tem maior profundidade.

A expectativa é  que o píer de 180 metros de comprimento por 24 metros de largura estará em funcionamento de setembro a dezembro de 2024, cobrindo o período crítico da estiagem na região. No local, a atracação e desatracação dos navios serão realizadas exclusivamente durante o dia, com assistência de rebocadores azimutais para manobrar os navios garantindo segurança em todas as operações.

A decisão de instalar o píer aconteceu porque, em outubro do ano passado, tanto o Rio Negro quanto o Madeira registraram as menores cotas nos últimos cem anos, dificultando a trafegabilidade e o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus (ZFM) para o restante do país.

A maior seca da história registrada no ano passado foi ocasionada pelo fenômeno El Niño potencializado pela ebulição climática, que altera significativamente a distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, o que intensificou o verão amazônico.

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