Uma das mais aguerridas deputadas estaduais da base do governador Wilson Lima (PSC), Alessandra Campêlo (MDB) defendeu na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), nesta terça-feira (9), a gradual reabertura das atividades econômicas não essenciais. Aliando-se a um movimento de forte pressão ao Governo do Estado pela suspensão de algumas medidas restritivas vigentes. A deputada utilizou dados da Fundação Vigilância em Saúde (FVS/AM) para justificar sua reivindicação pela flexibilização das medidas em vigor.
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TAXA DE TRANSMISSÃO
A queda na taxa de transmissão foi o principal argumento apresentado por Alessandra. Segundo ela, dados da FVS mostram que na manhã desta terça-feira (9) a taxa retraiu dos 1,3 – que levaram o Governo do Estado a tomar medidas mais rígidas de restrição de circulação – para 1,05. Para a deputada, em cinco ou seis dias essa taxa estará em menos de 1. Alessandra fez ainda uma ressalva: “Reabrir o comércio não é aglomerar”, disse, ao lembrar que tudo tem que ser feito dentro do “novo normal”.
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PRESSÃO AUMENTA
A voz da deputada Alessandra Campêlo está longe de ser uma voz solitária no deserto. Ao contrário, se une a uma verdadeira grita que se levanta pela reabertura das atividades econômicas. Uma TV local que lidera audiência lançou um verdadeiro videoclipe, com a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, defendendo a reabertura gradual das atividades econômicas.
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PROTESTO
Em uma séria campanha pela reabertura dos salões de seus bares e restaurantes, um grupo grande de empresários afiliados à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizou na tarde desta segunda-feira (8) uma onda de demissões em seus quadros de funcionários. A decisão de demitir pessoas foi utilizada como forma de protesto contra o fechamento do comércio.
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PROTESTO 2
Também como forma de protesto, nesta terça-feira (9), profissionais de Educação Física promoveram a carreata “Oxigênio novo Manaus”, em defesa do retorno das atividades em academias e similares na capital. Os manifestantes protestaram com um buzinaço contra a omissão do próprio conselho em defender a categoria. Os manifestantes seguiram em direção à sede do Governo do Estado do Amazonas, localizada na Avenida Brasil, com o intuito de defender a liberação das atividades físicas em estabelecimentos do tipo.
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HISTÓRIA SE REPETE
O resultado alcançado da última vez que o Governo do Estado cedeu aos protestos de setores empresariais que se consideram injustiçados pela pandemia do coronavírus é conhecido de todos: um devastador fortalecimento da segunda onda de infecção por Covid-19. Atualmente, um grupo de cientistas tem alertado para o advento de uma terceira, mais longa e ainda mais devastadora onda. Para os cientistas, as medidas de restrição devem ser ampliadas, e não flexibilizadas.
ONDE FALTA O PÃO…
Há um dito popular que diz: “onde falta o pão, ninguém tem razão”. Mais uma vez o governador Wilson Lima é posto em uma sinuca de bico. Se reabre as atividades, vai ser acusado de ser o único culpado pelas consequências, como ocorre atualmente. Se decide pela ampliação das medidas de restrição, será acusado de “matar” o setor econômico.
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LOCKDOWN
O biólogo Lucas Ferrante, representando um grupo multidisciplinar que realizou um dos estudos sobre a terceira onda, se pronunciou na tribuna da Aleam. Ele lembrou que o mesmo grupo previu a segunda onda. E reafirmou que o estrago causado por uma eventual segunda vai depender das medidas de isolamento adotados no Amazonas. O cientista recomendou um lockdown extensivo pelos próximos 20 a 30 dias no Estado.
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MUITO PELO CONTRÁRIO
Bem ao estilo “nem a favor, nem contra, muito pelo contrário”, o vereador Rodrigo Guedes (PSC) afirmou na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que não existem apenas duas alternativas para a situação do comércio em Manaus: fechar ou abrir. O vereador disse que Deus deu a cada vereador um cérebro para pensar em uma solução, além das duas opções. O vereador não leva em conta, no entanto, que alguns vereadores podem ter o “tinhoso” no comando de seus cérebros.
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SE DOEU
O deputado estadual Abdala Fraxe (Podemos) não gostou das críticas que seu colega Sinésio Campos (PT) fez à lentidão da vacinação contra a Covid-19 em Manaus. Casado com a secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, Abdala lembrou que o ritmo de vacinação depende do envio de doses de vacina pelo Governo Federal.
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SE DOBROU
Sinésio Campos afirmou que tratava justamente da lentidão do Governo Federal em enviar doses de vacina para o Amazonas. E ressaltou que é preciso mais compromisso e celeridade na vacinação da população amazonense. Diante do incômodo causado ao colega, Sinésio parabenizou a atuação Secretaria Municipal de Saúde na vacinação dos manauaras.
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BATE-BOCA
Os vereadores Raulzinho (PSDB) e Daniel Vasconcelos (PSC) utilizaram seus tempos regimentais para criticar e defender o governo sobre o enfrentamento da Covid-19. As opiniões opostas terminaram em bate-boca sobre a publicação de fotos e vídeos em ações assistenciais envolvendo pessoas em vulnerabilidade. Raulzinho, que criticava a atuação do governo, mostrou vídeo da equipe doando alimentos e Daniel disse que também tem ajudado, mas não acha certo mostrar os rostos das pessoas.