O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), deve anunciar ainda na manhã desta segunda-feira (8/4), a licença ambiental para o início da exploração do potássio no município de Autazes.
O mineral é o principal insumo do agronegócio e fertilizantes. Os dois maiores produtores são Rússia e Ucrânia. Quando iniciar sua exploração, Autazes passará a ser a maior mina do Brasil e a segunda maior do mundo, perdendo apenas para o Canadá.
A exploração de potássio em Autazes é visto como estratégico pelo potencial de geração de emprego e renda em um município da Região Metropolitana de Manaus, bem como pelo boom na arrecadação de impostos no local e para os cofres do Estado.
Nesse sentido, durante o anúncio do licenciamento ambiental, Wilson Lima também deverá destacar os benefícios socioeconômicos que a atividade deve gerar para o estado e para o país, com previsão de geração de até 1,3 mil empregos, com 80% de mão de obra local, além de 16 mil trabalhos indiretos.
A decisão foi derrubada pelo desembargador federal Marcos Augusto de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que deu aval para o Ipaam seguir com o licenciamento.
Em liminar concedia a Potássio do Brasil, o desembargador considerou que a Justiça Federal estava invadindo a competência do órgão ambiental amazonense ao transferir para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) essa missão, já iniciada por duas vezes pelo órgão estadual.
Com a decisão do magistrado federal, o Ipaam ganhou força para resolver o imbróglio ambiental que dura desde 2015, quando a primeira licença do órgão foi expedida em nome da Potássio do Brasil.
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