sexta-feira, 25 de setembro de 2026
RIQUEZA ACABANDO

Reservas de petróleo e gás no Amazonas registram queda em 2023

Boletim da Agência Nacional de Petróleo e Gás aponta que reservas provadas estão em queda, com impactos no pagamento de royalties
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Vista aérea de complexo industrial ligado ao setor de óleo, gás e energia no Amazonas
Estrutura industrial instalada no Amazonas integra a cadeia de óleo, gás e energia na Região Norte

O Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR) da Agência Nacional do Petróleo, divulgado nesta quinta-feira (4/4), apontou que as reservas provadas de petróleo e de gás no Amazonas caíram em 2023 em relação ao ano anterior.

Segundo o relatório, que aponta o tamanho das reservas nos campos de exploração de petróleo e gás em ambientes terrestres de Solimões e de Amazonas, as reservas provadas de petróleo em terras do Estado eram de 37,59 milhões de barris ao final de 2023 contra um total de 46,91 milhões de barris no fim de 2022.

Embora em menor proporção, o total de reservas provadas de gás no Estado também sofreram redução em relação ao ano anterior. Segundo o relatório, o total de reservas provadas de gás nos campos de Solimões e de Amazonas eram de 41.915 milhões de metros cúbicos ao final do ano passado, contra 42 milhões de metros cúbicos no ano anterior.

A queda nas reservas provadas existentes no Amazonas contrastou com o resultado nacional, pois em 2023, houve aumento de 6,98% nas reservas provadas de petróleo em todos os campos de exploração (terrestres e marítimos) em comparação a 2022.

As reservas provadas correspondem à quantidade de petróleo ou gás natural que a análise de dados de geociências e engenharia indica com razoável certeza como recuperáveis comercialmente, na data de referência do Boletim Anual de Recursos e Reservas.

Reservas em baixa, royalties em baixa

Um especialista do setor de petróleo e gás ouvido pelo RealTime1 disse que estes dados do Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR) consolida uma situação que já é percebida em outro indicativo do setor, o de pagamento de royalties aos municípios onde estão os campos Solimões e Amazonas.

Nos últimos anos há o registro de uma queda no pagamento de royalties de petróleo porque as reservas estão sendo consumidas e a produção está em queda. Já as reservas de gás começaram a ser exploradas agora e por isso houve apenas uma pequena redução, mas ao mesmo tempo um aumento no pagamento de royalties para municípios como Silves e Itapiranga, onde opera a Eneva no campo de Azulão.

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