A Conferência do Clima sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA), em 2025, será um momento crucial para o Brasil assumir um papel de liderança na luta contra as mudanças climáticas e deve rivalizar com eventos históricos como a Rio92 e a Rio+20. No entanto, a bancada ruralista no Congresso pode ser um obstáculo para metas mais ambiciosas.
A COP30 ocorre no momento em que os países precisam fazer um balanço das metas assumidas no Acordo de Paris, em 2015, e apresentar novas metas a partir de 2025.
O ambientalista Ricardo Young, presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), ressaltou a importância do posicionamento estratégico do Brasil na COP30, enfatizando os obstáculos políticos que impedem avanços mais significativos na agenda climática.
Em sua análise, Young aponta para a influência da bancada ruralista no Congresso brasileiro.
“O Brasil vai ter que se posicionar internacionalmente e expor a força relativa que a bancada ruralista tem no Congresso. Será preciso ter coragem para assumir compromissos que podem evidenciar os conflitos internos entre uma agenda progressista e uma oposição conservadora. O país precisa se posicionar estrategicamente”, frisou.
Ao comparar a situação atual com a Rio92, Young destaca a capacidade do Brasil de superar desafios e construir consensos importantes, mesmo em momentos de crise política. Destacando a necessidade de união nacional para enfrentar os desafios até a COP de Belém e sair dela como um país mais comprometido com o futuro e preparado para assumir um papel de protagonismo na luta global contra a emergência climática.
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