Em reunião nesta quinta-feira (14/3), o Comitê Gestor do Novo Fundo Clima, gerido pelo BNDES, aprovou o projeto que disponibiliza R$ 10,4 bilhões para enfrentamento das mudanças climáticas, além do plano de aplicação de recursos para financiar projetos sustentáveis no país.
Criado pela Lei nº 12.114, de dezembro de 2009, o Fundo Clima foi retomado em 2023 após quatro anos de paralisação.
Parte dos recursos virá da captação feita pelo Ministério da Fazenda em 2023, a partir da emissão de US$ 2 bilhões em títulos sustentáveis no mercado internacional.
“Este é o maior volume de recursos já aplicados pelo Fundo Clima. Estamos aumentando em mais de duas dezenas de vezes o volume até hoje aplicado, anualmente, pelo governo federal na área de enfrentamento da emergência climática”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Os projetos podem ser apresentados por empresas privadas e do terceiro setor em seis áreas prioritárias:
- desenvolvimento urbano resiliente e sustentável;
- indústria verde;
- logística, transporte coletivo e mobilidade verde;
- transição energética;
- florestas nativas e recursos hídricos;
- serviços e inovação verdes.
As taxas para os financiamentos dos projetos variam de 1% ao ano para iniciativas voltadas para florestas nativas e recursos hídricos, a 8% ao ano para geração de energia solar e eólica.
De acordo com o diretor de Planejamento e Estruturação do BNDES, Nelson Barbosa, os projetos que forem aprovados para receber financiamento pelo fundo, terão indicadores ambientais de qualidade.
“Apresentarão dados sobre o quanto evitaram em emissões de gás carbônico, o quanto geraram em ganho de capacidade energética, por exemplo, e o quanto recuperaram em reflorestamento”, afirmou o diretor.

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