quarta-feira, 23 de setembro de 2026
CRIMES CIBERNÉTICOS

Deepfakes: metade dos casos da América Latina acontece no Brasil

Deepfake refere-se à criação de conteúdos sintéticos, através de inteligência artificial
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(Foto: Reprodução)

Quase metade de todos os deepfakes da América Latina aconteceram no Brasil, segundo o relatório anual de Fraude de Identidade 2023 da Sumsub. Entre 2022 e 2023, o número de casos de deepfake no país cresceu em 830%. Um caso recente em Manaus, revela os perigos do uso da inteligência artificial (IA) na prática de crimes cibernéticos.

Deepfake refere-se à criação de conteúdos sintéticos, como áudios, vídeos, imagens e até mesmo textos, por meio de inteligências artificiais, os quais podem facilmente enganar espectadores, muitas vezes lesando a reputação ou as finanças das vítimas.

Em sua terceira edição, o relatório anual traz a análise de mais de dois milhões de tentativas de fraude em 224 países e territórios, destacando um aumento, no mundo todo, de 10 vezes no número de deepfakes detectados em todos os setores no período de um ano. As diferenças regionais chamam atenção, já que, enquanto a América do Norte registrou um aumento de 1.740% de deepfakes, na América Latina o aumento médio foi de 410% – o menor entre todas as regiões do mundo.

Entretanto, no Brasil, o crescimento de deepfake entre 2022 e 2023 foi o maior da região: 830%.

Deepfake em Manaus

Em dezembro do ano passado, o prefeito de Manaus, David Almeida, foi a vítima da vez.

Na noite do dia 21, um áudio de sete segundos, onde uma voz semelhante a do prefeito insultava professores da rede municipal foi criado e compartilhado em grupos de WhatsApp.

Na manhã seguinte (22/12), o prefeito denunciou o caso à Polícia Federal (PF), afirmando que houve a manipulação de sua voz no áudio, com o uso de IA, para difamar sua imagem e prejudicar sua gestão. No mesmo dia, dois envolvidos foram identificados e intimados pela PF.

PF deflagra operação contra suspeitos de deepfake

Na manhã desta sexta-feira (9/2), com o objetivo de identificar os outros responsáveis, a PF deflagrou a Operação Nirmata.

Nove mandados de busca e apreensão estão em execução, visando um designer, três empresas de publicidade, os sócios dessas empresas e dois indivíduos envolvidos na disseminação de “fake news”.

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