Nesta quarta-feira (31/1), o prédio que abriga a Suframa celebra seu 50º aniversário. Inaugurado em 31 de janeiro de 1974, pelo então presidente Emílio Médici, o edifício projetado pelo renomado arquiteto Severiano Mário Porto, conhecido como o “arquiteto da Amazônia”, se destaca no cenário do Distrito Industrial, zona Sul da capital amazonense.
As cúpulas de concreto armado com ventilação por efeito chaminé são o ponto alto do design, rompendo com as soluções regionais em madeira comumente empregadas na região.
Com uma área construída de 7.500 metros quadrados, o edifício composto por blocos modulares de 15m x 15m permite expansão conforme necessário.
Dois blocos são interligados por uma passarela coberta, abrigando administração, biblioteca, auditório, castelo d’água, área de estacionamento, restaurante e escritórios em um anexo.
Pátios, corredores cobertos e uma cobertura única em concreto conectam espaços internos e externos, enquanto um jardim interno ocupa o espaço de dois módulos no prédio principal.
Atualmente, cerca de 400 servidores e colaboradores atuam na sede da Suframa, divididos em cinco superintendências adjuntas.
Segundo relatos de pesquisadores, Severiano Porto, visando transmitir solidez à estrutura, afirmou que o projeto tinha a intenção de mostrar ao mundo que o Distrito Industrial não era uma iniciativa temporária, mas algo duradouro.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destaca a importância do edifício na história do Distrito Industrial.
“Severiano Porto entende a dimensão do que deve significar a sede da Suframa e desenvolve essa estrutura arquitetônica única, que criou um entrelaçamento entre o concreto armado e a floresta amazônica, que marca sua obra”, explicou.
Após um incêndio em 1994, o edifício passou por reformas com um novo projeto de Severiano Porto. Em 2016, a sede da Suframa, juntamente com outras obras de Porto no Amazonas, foi tombada, por meio da Lei nº 312, de autoria do então deputado Bosco Saraiva, reconhecendo seu valor arquitetônico e relevância regional.
“Hoje tenho o prazer de trabalhar debaixo dessa belíssima obra que é a simbiose entre a floresta e a arquitetura moderna”, finalizou Saraiva.
Leia Mais: