Após dois fracassos nas urnas, quando não se reelegeu senadora em 2018 e não logrou sucesso na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2022, a ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), assume, nesta quarta-feira (31), em Brasília, a representação brasileira na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
A ex-senadora foi indicada ainda no ano passado para esse posto pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), após a cúpula dos países membros da OTCA em Belém, no Pará, discutirem temas como as mudanças climáticas e os impactos desse fenômeno no meio ambiente da Amazônia.
A indicação foi confirmada em eleição realizada no último 23 de novembro, para um mandato de três anos. Como tradicionalmente acontece, a representante brasileira assume a Diretoria Executiva, que é um posto chave no assessoramento da secretaria geral, que é quem toca a Organização.
Vanessa na política amazonense
Ex-senadora da República (2011-2019), Vanessa Grazziottin nasceu em Videira (SC), mas mudou-se em sua juventude para Manaus. É farmacêutica, formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde integrou o movimento estudantil que lutou nos anos 80 pela meia passagem nos ônibus para estudantes de Manaus.
Começou na política como vereadora de Manaus, em 1988, sendo reeleita em 1992 e 1996. Foi deputada federal por três mandatos (1999-2011). Integrante do Comitê Central do PCdoB, é secretária nacional da Mulher (licenciada). Milita no partido há 40 anos.
O que é a OTCA?
A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é uma organização intergovernamental, formada por oito países amazônicos: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, que assinaram o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), tornando-se o único bloco socioambiental da América Latina.
Os oito países amazônicos assinaram o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), em 3 de julho de 1978, com o objetivo de promover o desenvolvimento harmônico dos territórios amazônicos, de maneira que as ações conjuntas gerem resultados equitativos e mutuamente benéficos para alcançar o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.
Como parte do tratado, os países membros assumiram o compromisso comum para a preservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais da Amazônia.
Leia mais: