Surpreedentemente, o resultado do mercado imobiliário amazonense em 2020 deverá ficar dentro do esperado, ou até mesmo ultrapassar o que foi projetado no ano passado, ou seja, crescimento de 22% em relação a 2019.
A avaliação é do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Albano Maximo Neto.
Na opinião dele, mesmo com os impactos da pandemia, o setor deverá manter a tendência de crescimento verificada nos últimos dois anos.
A projeção para 2020 é chegar ao valor de R$ 1,1 bilhão de reais emj vendas somente em Manaus, um crescimento de 23% se comparado a 2019, ano em que o mercado faturou R$ 814 milhões.
“No ano retrasado tivemos crescimento de 13%, depois fomos a 20% e neste anos estamos chegando em um crescimento entre 22% e 25%, um pouco superior àquilo que estávamos prevendo”, prevê.
Ainda segundo Albano Maximo, o mercado imobiliário foi o segundo setor que mais abriu novos postos de trabalho neste ano no Amazonas.
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) até outubro, a construção civil foi responsável pela abertura de 1.038 novas vagas no estado, ficando atrás somente da indústria, com 4.068 postos abertos.
Faturamento acumulado no ano é de R$723 milhões
Ainda aguardando o fechamento do quarto trimestre – que vai consolidar o desempenho anual do setor e que deverá ser divulgado em janeiro -, o setor imobiliário acumula, até o mês de setembro, faturamento na ordem de R$723 milhões.
Se comparado ao mesmo período do ano passado, onde o mercado contabilizou R$ 578 milhões, houve um crescimento de 25%.
Somente no último trimestre (julho, agosto e setembro) o setor faturou R$ 297 milhões.
Previsão otimista para 2021
Com os bons resultados deste ano, a expectativa para 2021 também é de crescimento, principalmente no faturamento e na geração de empregos.
“O que foi vendido esse ano, vai ter que ser feito e entregue a partir do ano que vem. Então esse crescimento vai acontecer. Vai acontecer crescimento nos postos de trabalho e de economia por conta disso. Estamos em um momento de transição, porque o dólar subiu e desceu muito rapidamente. Temos alguns insumos cotados em dolar cujos preçoes ainda estão flutuando e isso tem gerado preocupações em nível nacional”, comemora.
De acordo com Albano, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima um crescimento nacional para o setor em torno de 10%.
Reportagem: Lucas Raposo
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