O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, voltou a criticar a privatização de refinarias feitas no Governo de Jair Bolsonaro (PL) sob a alegação de que, privatizadas, concorreriam entre si e os preços ao consumidor seriam menores, o que não ocorreu ao longo do primeiro ano da privatização.
O programa de privatizações do governo de Jair Bolsonaro vendeu três refinarias: a Landulpho Alves, hoje Mataripe; a Refinaria de Manaus Isaac Benayon Sabbá, hoje Ream, e a Unidade de Industrialização de Xisto, a SIX, do Paraná.
“Manaus (Ream) não é problema nosso. É problema de quem vendeu e contou ao povo que o preço do combustível iria baixar, ignorando que o sistema de refinarias da Petrobras foi montado para funcionar cooperativamente, não concorrencialmente”, disse Jean Paul Prates.
O presidente revelou que no tempo em que trabalhou em refinaria havia muita troca e ajuda mútua entre os gestores, o que fazia parte da cultura cooperativa da empresa. “Um gerente de refinaria pedia nafta (um derivado de petróleo) para o outro e depois havia o contrário. Hoje não pode mais fazer isso”, explicou.
Prates argumentou, ainda, que a privatização foi um erro, porque cada refinaria da Petrobras atua numa área bem delimitada e vendê-las não criaria a concorrência que baixaria o preço, como se garantiu no ato de privatização.
“Essa ilusão do ex-ministro (Paulo Guedes, Economia) desconsidera que vender a refinaria de Canoas, no Rio Grande do Sul, e a Suape, em Pernambuco não vai fazê-las concorrer. Não vão”, destacou Prates, que já levantou a possibilidade de recomprar as refinarias privatizadas no governo Bolsonaro.
O RealTime1 já tentou ouvir a direção da Ream sobre essa privatização e o desejo de reestatização de Jean Paul Prates, mas a empresa não se posicionou sobre este assunto.
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