O balanço de 12 meses da gestão do vice-presidente Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) destacou, na reunião ministerial com o presidente Lula, nesta quarta-feira (20/12), dois pontos ligados a economia do Amazonas: o CBA e o Selo Amazônia
O relatório apresentado por Alckmin também cita a criação da Estratégia Nacional de Economia de Impacto, uma ação intergovernamental coordenada pelo MDIC que pretende investir R$180 bilhões em empreendimentos que buscam a solução para problemas socioambientais.
“O objetivo é atuar, por exemplo, no reflorestamento de áreas degradadas, produzir biodiesel através, por exemplo, do óleo de cozinha, resolvendo também problemas ambientais e gerando renda para as comunidades locais“, disse Alckmin.
Sobre o renovado Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), Alckimin lembrou da reestruturação da gestão, que antes era feita pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e no governo Lula passou a ser feita por uma organização social, o Instituto Universitas.
“Com foco em inovação e transformação ecológica, o CBA ganhou autonomia para captar recursos públicos e privados, ampliando seu orçamento para desenvolver novos negócios com recursos naturais da Amazônia. A mudança tem grande potencial de alavancar o desenvolvimento local e regional, com reflexos também na economia nacional“, diz o balanço do ministério.
Outra ação envolvendo a economia do Amazonas foi a criação do programa Selo Amazônia para a certificação de produtos e serviços brasileiros que cumpram requisitos socioambientais em toda a sua cadeia.
“O objetivo é ampliar o acesso desses produtos a mercados internacionais e, no caso do selo regional, valorizar a bioeconomia local“, diz o MDIC, destacando que para definir as regras para a concessão do selo está aberta uma consulta pública.