segunda-feira, 28 de setembro de 2026
POVOS INDÍGENAS

Mislene Metchacuna é nova presidente substituta da Funai

Antropóloga amazonense da etnia Tikuna, Mislene Metchacuana é a atual Diretora de Administração e Gestão
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Mislene Metchacuana é a nova presidente substituta da Funai
Mislene Metchacuana é a nova presidente substituta da Funai

A presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joênia Wapichana, designou a Diretora de Administração e Gestão, Mislene Metchacuna, para ser a presidente substituta no órgão público quando das ausências dela.

A nova presidente substituta é amazonense de Benjamin Constant e pertence a etnia Tikuna, uma das maiores e mais significativas dentre todos os povos indígenas que vivem no Amazonas.

Mislene Metchacuna é antropóloga formada no Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas, em Benjamin Constant, e trabalha na Funai desde 2010, quando foi aprovada em concurso público e lotada na Coordenação Técnica do município, da região do Alto Solimões.

Após três anos no município natal, Mislene Metchacuna foi nomeada no governo Dilma Rousseff para o cargo de Coordenadora Regional da Funai do Alto Solimões, em Tabatinga, posto onde ficou até 2020, quando passou a exercer a Coordenação Regional do Vale do Javari, em Atalaia do Norte, também no Alto Solimões.

Neste ano, com as mudanças estruturais na política indigenista do Governo Federal e a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a transformações ocorridas na Funai, Mislene Metchacuna, foi nomeada Diretora de Administração e Gestão (Dages) da fundação, o que deu ao trabalho dela uma abrangência nacional.

Na vida acadêmica, a nova presidente substituta da Funai se destacou pela dissertação de mestrado apresentada ao programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), da Ufam/Museu Amazônico, em que tratou da Polícia Indígena criada por Tikunas que vivem no Alto Solimões.

Com o título de “A trajetória da Polícia Indígena do Alto Solimões: política indigenista e Etnopolítica entre os Tikuna”, Mislene Metchacuna destacou a importância de entender esse tipo de fenômeno a partir de uma base conceitual obtida na universidade.

“A criação da Polícia Indígena foi uma resposta a ineficiência da atuação das forças de segurança na região do Alto Solimões”, analisou Metchacuna que disse ainda que “os cursos de graduação e pós-graduação em Antropologia Social ministrado pela Ufam, com certeza abriu um novo horizonte, não apenas para atuar junto ao povo Tikuna, mas também com outros povos indígenas”.

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