quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Cresce em 82% número de manauaras vivendo em áreas de risco

No restante dos municípios do estado, houve o crescimento de, aproximadamente 1,94%.
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Urbanização em áreas de risco para deslizamento triplicou nos últimos 38 anos no Brasil (Foto: Reprodução)

De março a outubro deste ano, o número de pessoas vivendo em áreas de risco de desastres naturais, em Manaus, aumentou 82%, segundo levantamento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Em todo o Amazonas, os dados apontam que 178.674 mil cidadãos residem em áreas consideradas de risco.

Em Manaus, o número de pessoas vivendo em áreas sob risco de erosão, deslizamento ou inundações saltou de 40 mil, em março, para 73,5 mil, em outubro.

No restante dos municípios do estado, houve o crescimento de, aproximadamente, 1,94%. Até março deste ano, a estimativa era que 103 mil pessoas viviam nessas condições. Atualmente, são 105,1 mil.

Nos 61 municípios do Amazonas, há 361 áreas de risco, sendo 195 de risco alto e 166 muito alto. Em Manaus, há 634 setores de risco (alto e muito alto), que equivalem a uma área total de aproximadamente 5 km².

A setorização de áreas de risco se baseia nos procedimentos propostos pelo Ministério das Cidades & IPT (2007) no qual classifica em quatro graus de risco, R1 (risco baixo), R2 (risco médio), R3 (risco alto) e R4 (risco muito alto).

“A setorização é desenvolvida exclusivamente em áreas edificadas com permanência humana. Observam-se os condicionantes do terreno e sinais de instabilidade como a presença de rachaduras no solo, degraus de abatimento, cicatriz de deslizamento, inclinação de postes e árvores, marcas d’água indicativa de inundação ou enxurrada”, disse o CPRM, por meio de nota enviada ao RealTime1.

Mapa mostra áreas de risco no Amazonas

A Defesa Civil do Amazonas disponibiliza um mapa de áreas de risco do estado, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). O mapa está disponível no site da Defesa Civil do Amazonas.

Para realizar o mapeamento, foram consideradas informações sobre topografia, geologia, hidrologia e clima, além da ocupação do solo e da presença de infraestrutura. As áreas de maior risco são indicadas no mapa.

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