O mercado para bichinhos de estimação não para de crescer e, neste ano, deverá faturar R$46,8 bilhões, conforme estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos Para Animais de Estimação (Abinpet), que registrou no primeiro semestre um curioso aumento na procura por seguros de saúde ofertados por bancos.
Isso mesmo, os grandes bancos brasileiros estão oferecendo aos clientes o mesmo produto que ofertam para o correntista: seguros com coberturas de diversos tipos e modalidades que vão, por preços que variam de R$14,90 a R$59,90, garantir consultas, vacinação, hospital e até internações para a realização de procedimentos mais especializados.
O interesse do setor financeiro pelos bichos de estimação não é descolado dos números, pois conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o quarto país com maior número de animais de estimação.
Em 2020, por exemplo, o Brasil tinha uma população de 132,4 milhões de cães, gatos, aves, peixes e outros. Quase 50% dos lares brasileiros tinham pelo menos um cão e quase 20% ao menos um gato. Essa população equivale a mais da metade da população brasileira, de 203.080.756 pessoas (Censo-2022).
Saúde de pets custa caro
O crescimento do número de animais de estimação levou ao desenvolvimento de planos de saúde, com diferentes preços e coberturas. Há desde opções mais simples, como atendimento ambulatorial para consultas, exames e pequenos procedimentos, até planos completos que englobam hospital, parto, fisioterapia, exames, vacinas, consultas domiciliares e até check up.
Como o nome do produto sugere, o Seguro Pet tem sua importância pouco percebida nos primeiros anos de vida do animalzinho, mas à medida em que ele envelhece e os laços com os donos ficam mais fortes e a conta do veterinário fica mais salgada.
Conhecido no meio PET de Manaus por promover festas de aniversários do “arromba” para seus pinschers Dolly e Mike Tyson, já falecidos, e o atual Hollyfield, o engenheiro Rui Barbosa revela que gastou perto de R$20 mil com a saúde da cadela Dolly, morta em 2018.
“Ela teve câncer, ficou cega, tive que levá-la para São Paulo e bancar a compra de remédios caros“, lembra Rui Barbosa.
Dolly e Mike Tyson tiveram morte natural após os tratamentos, mas há casos em que os donos precisaram optar por sacrificar o animal, quando o gasto pode muito bem beirar os R$10 mil.
Rui conta que um amigo já havia gasto quase R$10 mil em consultas, remédios e internações até que optou pelo sacrifício do animal, que não tinha mais como recuperar a saúde.
“Aí foram mais R$2 mil reais para o veterinário e a sepultura no cemitério dos cachorros lá em Santa Etelvina (Zona Leste)”, revela.
Olhando o portfólio de benefício deste tipo de seguro ofertado por um dos maiores bancos brasileiros, podemos perceber que os benefícios e os inconvenientes são os mesmos dos planos de saúde para seres humanos.
“Se algo mais grave acontecer, você não precisa desembolsar um valor alto com o tratamento. Por outro lado, como se trata de despesa fixa mensal, é preciso checar se ela cabe no orçamento”, diz a gerente do banco ouvida pelo RealTime1.