sábado, 26 de setembro de 2026
ZONA FRANCA

Saullo diz que economista precisa estudar história antes de falar da ZFM

Em entrevista à TV Cultura, economista afirmou que a Zona Franca era uma “aberração”.
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Saullo Vianna

O deputado federal Saullo Vianna (União – AM) fez um duro pronunciamento na Câmara dos Deputados em resposta à declaração do economista Alexandre Schwartsman, que criticou o modelo ZFM durante uma entrevista, chamando-a de “aberração”.

“No Amazonas, moram mais de quatro milhões de habitantes que têm direito a ter trabalho, renda, de se alimentar e ter sua cidadania respeitada. O senhor precisa ter uma aula de geografia para conhecer o seu país e uma aula de história para respeitar a Zona Franca de Manaus e o estado do Amazonas”, declarou o deputado em seu discurso dirigido a Schwartsman.

A polêmica começou durante a entrevista do economista à TV Cultura, quando ele afirmou que a Zona Franca era uma “aberração” e que a indústria deveria estar localizada mais próxima ao centro consumidor, como São Paulo.

“Mas porque diabos a indústria tá lá e o centro consumidor está aqui [em São Paulo]? Porque existe uma aberração chamada Zona Franca de Manaus. Então depende de todos os modais, bom se fosse em um lugar que ficasse perto do mercado consumidor a gente não estaria passando por isso, mas agora eles têm mais 50 anos para aquela indústria infante e quando acabar os 50 a gente vai ter mais 120 que é para dar sorte”, disse Schwartsman.

Saullo saiu em defesa da ZFM, afirmando que o modelo econômico oferece oportunidades de emprego e renda para os habitantes da região, além de contribuir para a preservação da floresta amazônica.

O parlamentar destacou que, nos primeiros sete meses do ano, a ZFM gerou uma receita de R$ 98 bilhões e empregou mais de 500 mil amazonenses, direta ou indiretamente.

Além disso, o deputado enfatizou a importância da ZFM na preservação da floresta amazônica.

“Esse modelo ajuda a desenvolver o Amazonas. Além de dar uma contrapartida importante para o Brasil e para o mundo que é a preservação de mais de 90% da floresta em pé”, afirmou o deputado.

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