sábado, 26 de setembro de 2026
COMÉRCIO

Galerias Populares diversificam comércio, mas carecem de movimento

Nove anos após a abertura das galerias, espaços ainda sofrem com a ausência de iniciativas para atrair clientes.
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Manaus possui três galerias populares com lojas de vários segmentos. Da venda de roupas à alimentação, os espaços do comércio popular reúnem microempreendedores que trabalhavam como camelôs no Centro, na zona sul da cidade. Agora, regularizados, eles se desdobram para atrair clientes para os locais.

Nove anos após a abertura das galerias, os espaços ainda sofrem com a ausência de iniciativas para atrair clientes. A implantação de serviços como Correios e unidades do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) ajudaram a levar a população para os locais, mas não tem sido o suficiente, na opinião dos trabalhadores.

Os lojistas afirmam que as vendas caíram, no último ano, mas também ponderam que outros fatores colaboram para atual cenário, como a ampliação do comércio nos bairros, o aumento das vendas pela internet e a predileção dos manauaras pelos shoppings.

Inaugurada em outubro de 2014, a Galeria dos Remédios abriga 558 microempreendedores. Há lojas especializadas em confecções, bolsas, brinquedos, informática, moda íntima, moda praia, armarinho e bijuterias.

Lojas atacadistas de confecções e tabacaria, instaladas na Galeria, atendem especialmente ao interior do estado.

Localizada na Rua Miranda Leão, a Galeria também concentra uma série de serviços para a população. Possui uma agência dos Correios, uma financeira e um posto do PAC estadual, com serviços de expedição de RG, Detran, Semef, Águas de Manaus e Amazonas Energia.

“O movimento aqui caiu muito em todos os segmentos, para quem vende roupa, acessórios e outros produtos. Eu acho que é porque cada bairro já criou seu “minicentro”. Na Compensa é cheio de lojas, na Zona Leste, Alvorada, Parque São Pedro, já tem tudo. Tudo isso não cria necessidade do povo vir ao centro”, disse o vendedor Airton Carvalho.

Já a Galeria Espírito Santo, na rua 24 de maio, abriga 235 microempreendedores. Além das lojas, outro espaço importante é a praça de alimentação. Há também uma casa lotérica, terminal de caixa eletrônico 24 horas, ótica, sapateiro, barbearia, costureira, alfaiate e relojoeiro.

O leque de opções aos consumidores inclui, ainda, um posto do PAC municipal, onde funcionam serviços de expedição de RG (1ª e 2ª via), Certidão de Nascimento e Cadastro Único, SEMEF, Águas de Manaus e Amazonas Energia.

Mesmo com tudo isso, o vendedor Valdenir Sousa afirma que a movimentação de público é pequena, o que significa menos dinheiro no caixa com vendas.

“Acho que se as galerias fossem mais divulgadas, poderia melhorar. Nas galerias, tem pouco movimento porque o número de pessoas do centro diminuiu, e não tem muita visibilidade. Então precisa de mais divulgação e apoio para poder praticar preços melhores e atrair o público”, disse.

A terceira galeria foi inaugurada em 2017 e fica no bairro Cidade de Deus, Zona Norte. É o Shopping Phelippe Daou, que abriga 518 microempreendedores com produtos para vários nichos.

Lá também funciona um posto do Sine Manaus, Leite do Meu Filho, Sinetran, IMMU, Manaus Atende, PAC Municipal, que oferece atendimentos do Cad Único, Junta Militar, Ageman, Águas de Manaus e Amazonas Energia, além de serviços de expedição de RG 1ª e 2ª vias e certidão de nascimento. Também há a Defensoria Pública Estadual e uma agência dos Correios.

Galerias deviam ser nos novos terminais de ônibus

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag, as galerias de comércio popular deveriam ser desenhadas para os novos terminais de ônibus.

“Fizeram as galerias em um lugar totalmente errado e já deveria ter sido descontinuado. Pegaram o lugar que eles tinham e montaram uma Galeria, e camelô não vai e você não vai comprar no camelô X. O lugar correto é onde você tem passagem de muitas pessoas. É o chamado venda de arrasto. Isso deveria ter sido feito com muito cuidado.”

Atualmente, Manaus possui cinco terminais de ônibus e quatro estações de transferência. Todos os terminais fora. reformados nos últimos dez anos e as estações de transferência entregues também neste período.

Galerias populares podem buscar apoio no Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) presta auxílio aos microempreendedores que possuem cadastro MEI (Microempreendedor Individual ). Eles podem procurar a sede do órgão na Avenida Leonardo Malcher para terem acompanhamento e ajuda para desenvolverem suas vendas.

“O que o Sebrae pode oferecer é capacitação Técnica. Se o empreendedor quiser consultoria, pode procurar o Sebrae, que é uma empresa de serviço, vai oferecer alternativas para melhorar o negócio dele. A intenção é melhorar o trabalho e as vendas”, pontuou Lamisse Said, diretor-técnica do Sebrae Amazonas.

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