Foi trabalhando no Yahoo que o ucraniano Jan Koum e o americano Brian Acton se conheceram e, anos depois, criaram algo que o mundo inteiro usa diariamente: o Whatsapp.
Antes de contar a história do aplicativo de mensagem mais usado no mundo, com mais de 2 bilhões de usuários, é preciso contar a história dos dois fundadores.
Ele vivia com ajuda do governo

Jan Koum nasceu em 1976 em um vilarejo da área rural próxima a Kiev, na Ucrânia, que naquela época fazia parte da União Soviética. Atualmente é um cidadão americano e mora na Califórnia.
Aos 16 anos, em 1992, ele, sua mãe e sua avó conseguiram se mudar para a Califórnia, mas seu pai permaneceu na Ucrânia.
Nos Estados Unidos, os três residiram em alojamentos cedidos pelo governo e, para se alimentarem, também contavam com ajuda de um programa social no qual as pessoas recebiam selos que podiam ser trocados por comida nos supermercados.
O interesse por programação veio aos 18 anos e o levou a estudar na San Jose State University. Ao mesmo tempo, trabalhava como testador de segurança na Ernst & Young.
Em 1997, Jan Koum foi contratado como engenheiro de infraestutura pelo Yahoo onde permaneceu até 2007.
Curiosidade: Após sua saída do Yahoo, Jan tentou trabalhar no Facebook, mas não houve interesse por parte da empresa de Mark Zuckerberg.
O financiador

Brian Acton nasceu em 1972 em Michigan, nos Estados Unidos. Em 1994, se formou em ciência da computação na Universidade Stanford.
Brian trabalhou em várias corporações como Rockwell International, Yahoo!, Adobe Systems e na Apple.
Na Yahoo!, Brian Acton conheceu Jan Koum, com quem trabalhou junto na empresa durante nove anos. Ambos deixaram o Yahoo! em 2007, e ele decidiu tirar um ano de férias.
Em 2008, irritado por perder inúmeras ligações enquanto estava na academia, Jan Koum decidiu criar um aplicativo que mostrasse a disponibilidade dos contatos para receber chamadas ou não. Seria a primeira empreitada dos dois. A ideia no entanto fracassou. Nesse período, assim como Jan, Brian tentou entrar no Facebook, sem sucesso.
Em 2009, Brian Acton, convenceu cinco funcionários do Yahoo a investirem 250 mil dólares na WhatsApp Company. Esse foi o primeiro financiamento aportado no WhatsApp.
Como surgiu o Whatsapp?
Tudo começou após Jan adquirir o seu primeiro Iphone em 2009, quando percebeu a expansão que acontecia para a criação de novos aplicativos na Apple Store, loja de aplicativos da Apple. Foi assim que surgiu o interesse em criar um app de conversação.
O nome “WhatsApp” veio quase que instantaneamente porque lembra a gíria em inglês “What’s up?” (que significa “E aí?” ou “O que está rolando?”, em português).
Jan e Brian acreditavam que as pessoas deveriam ser capazes de se comunicar de forma privada e segura, sem que as mensagens trocadas fossem armazenadas ou compartilhadas com terceiros.
O WhatsApp foi lançado em janeiro de 2010, mas sem muita relevância. Após ajustes e novas atualizações, o WhatsApp começou a ser propagado por proporcionar conversas privadas seguras e assim começou a ter milhares de usuários.
O projeto se desenvolveu rapidamente, se popularizou e chamou a atenção de Mark Zuckerberg, que entrou em contato com Jan Koum.

A venda para o Facebook
Em 2014, o Facebook adquiriu o WhatsApp por US$ 22 bilhões e os fundadores do aplicativo, Brian Acton e Jan Koum, permaneceram na empresa com uma certa autonomia.
Entretanto, devido discordâncias com a visão da empresa, ambos decidiram deixar o Facebook em 2017 e 2018.
A principal fonte de receita do Facebook é a publicidade, enquanto o WhatsApp, sob a liderança dos fundadores, priorizava a privacidade dos usuários e era contra o uso de anúncios como forma de monetização, o que gerou as incompatibilidades com Mark Zuckerberg.
Jan Koum passou a fazer investimentos em tecnologias para expandir sua fortuna. Ele também é filantropo, com valores destinados a The FreeBSD Foundation e Silicon Valley Community Foundation (SVCF). Atualmente sua fortuna está avaliada em 15,2 bilhões de dólares.
Brian começou um novo projeto. Ele utilizou cerca de US$ 50 milhões para investir em outro aplicativo de mensagens, o Signal. O objetivo na criação desse projeto seria preservar uma comunicação privada. Sua fortuna é avalianda em 3,1 bilhões de dólares.
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