quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PESCADO

Defeso inicia em 15 de novembro e governo antecipa seguro

Dentre as medidas contra a vazante, governo Lula libera o pagamento de um salário mínimo aos pescadores.
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Pirarucus mortos na reserva de desenvolvimento sustentável do Abufari, em Tapauá, no Amazonas
Pirarucus mortos na reserva de desenvolvimento sustentável do Abufari, em Tapauá, no Amazonas

O Governo Federal antecipou o pagamento do Seguro Defeso aos mais de 300 mil pescadores profissionais do Amazonas em função da vazante que atinge a bacia Amazônica. A medida vem a pouco mais de um mês do início do Defeso da Piracema, que vai de 15 de novembro até 15 de março de 2024.

Estão protegidos pelo Defeso as espécies migratórias que sobem os rios do Amazonas para o período de reprodução – Piracema. Dentre elas estão o Caparari, Surubim, Aruanã, Matrinxã, Pirapitinga, Pacu, Sardinha e Mapará.

Além dessas espécies migratórias, também estão protegidas pelo Defeso o Tambaqui (de 1 de outubro a 31 de março de 2024), cujos estoques naturais ficam reduzidos no período, e o Pirarucu, cujo tempo de proteção será de um ano.

De acordo com o engenheiro de pesca da Secretaria de Produção Rural, Diego Morgado, todos os ambientes aquáticos de pesca (rios, lagos, igarapés e paranás) do Estado estão com a pesca para fins comerciais proibidas.

A engenheira de pesca Caroline Vieira Feitosa explica que durante a piracema, as espécies protegidas sobrem até as nascentes dos rio, portanto nadam contra a correnteza, para se reproduzir. “É uma estratégia reprodutiva e é fundamental para manter as populações, ou seja, para o estabelecimento e perpetuação dessas espécies”, explica.

Seguro é medida assistência durante seca

A antecipação do Seguro Defeso vai atender pescadores que ficaram sem acesso aos estoques pesqueiros em função da vazante extrema que o Amazonas vivencia neste momento. Dentre os efeitos dela nos rios está a mortandade de diversas espécies.

A seca tem afetado profundamente a atividade pesqueira no Amazonas, principalmente nas áreas rurais e no interior do estado, colocando em risco o sustento de milhares de homens e mulheres que dependem da pesca como meio de vida.

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