quarta-feira, 23 de setembro de 2026
SECA

Em Jutaí, deslizamento volta a preocupar população

Temor é de que a região seja atingida pelo fenômeno das terras caídas, comum em toda a região da Amazônia.
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Um deslizamento de terras ocorrido em fevereiro deste ano no município de Jutaí, na região do Alto Solimões, voltou a assombrar a população, que teme a repetição no local da tragédia que atingiu a comunidade de Arumã, em Beruri, no rio Purus.

Conforme o morador Francisco de Almeida, a situação na área ameaça ao menos 50 casas em uma avenida da orla da cidade, onde estava localizada a antiga usina de energia elétrica e até prédios da prefeitura. “A situação lá é real, está muito feio e o povo está com medo”, disse.

O temor é de que a região seja atingida pelo fenômeno das terras caídas, comum em toda a região da Amazônia e mais frequente quando os rios descem rapidamente e deixam o terreno dos barrancos instáveis. Jutaí já sofreu com o fenômeno em 2010 e 2015.

A prefeitura de Jutaí informou que decretou emergência municipal no último dia 27 de setembro por conta da forte vazante do rio Solimões e que ações na orla da sede devem ser realizadas em parceria com o comitê montado pelo governador Wilson Lima.

Entre as medidas necessárias estão a estabilização do barranco e transferência de moradores de aproximadamente 40 imóveis que estão na zona de risco.

Confira as fotos da situação de deslizamento ocorrida na orla de Jutaí:

Imagem do centro do município de Jutaí, na região do Alto Solimões.
Vista aérea da orla do município de Jutaí onde ocorreu um deslizamento de terras em fevereiro
Prédio abandonado pertencente a prefeitura corre risco de ser tragado em caso de desbarrancamento
Terreno que pertencia a uma propriedade do ex-presidente da Câmara, Chico Lasmar, caiu no rio
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