domingo, 27 de setembro de 2026
E-COMMERCE

E-commerce da Americanas encolhe dois terços pós-escândalo

Em agosto deste ano, os três sites da Americanas receberam apenas 36,3 milhões de visitas.
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Segundo dados da consultoria SimilarWeb, compilados pelo BTG Pactual, as consequências da fraude que veio à tona na varejista foram devastadoras para o seu e-commerce, com uma queda de 64,6% nos acessos aos três principais sites da empresa: Americanas, Submarino e Shoptime, em apenas um ano.

Em agosto deste ano, os três sites da Americanas receberam apenas 36,3 milhões de visitas, em comparação com os impressionantes 102,5 milhões de visitas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa queda fez com que a Americanas fosse ultrapassada em visitas mensais pelo site das Casas Bahia, que registrou 42,3 milhões de visitas no mesmo período.

Além disso, o site Americanas.com em si já não é mais o líder incontestável do segmento, sendo superado pelo Netshoes, do grupo da Magalu, com uma diferença de 31,1 milhões de visitas contra 31 milhões.

A crise enfrentada pela Americanas é ainda mais acentuada quando comparada ao restante do mercado de e-commerce no Brasil.

Enquanto os sites da Americanas encolheram dois terços, os outros sites pesquisados pela consultoria registraram um aumento de 1,3% no número de visitas no mesmo período.

Mercado livre mantém liderança

O Mercado Livre, líder no mercado de e-commerce no Brasil, manteve sua posição dominante, com impressionantes 243,9 milhões de visitas mensais, praticamente o mesmo número registrado no ano anterior.

Enquanto isso, a Amazon, conhecida por sua expansão agressiva, viu um aumento de 24% em suas visitas mensais, atingindo a marca de 184,4 milhões.

Um dado relevante para o cenário de e-commerce é a queda nos acessos à Shopee, que passaram de 97,8 milhões para 76,3 milhões por mês, de acordo com o relatório do BTG Pactual.

Esse declínio pode estar relacionado com toda a polêmica envolvendo a taxação de importados, que pode ter afetado as operações da plataforma.

O relatório do BTG Pactual não considerou a Shein, uma concorrente que atua com foco apenas em vestuário e tem ganhado espaço no mercado brasileiro.

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