Sete operadoras de turismo se inscreveram no processo que vai credenciar pessoas jurídicas interessadas na operação de pacotes turísticos no Parque Nacional Pico da Neblina, em São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro.
A visitação turística ao pico mais alto do Brasil, com quase 3 mil metros de altitude e que fica localizado na Terra Indígena Yanomami, estava proibido desde 2003 por solicitação do Ministério Público Federal, mas voltou a ser possível no final do ano passado.
O processo de credenciamento foi aberto pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ( ICMBio) e os aprovados vão aderir ao Plano de Visitação Yaripo, que assegura protagonismo aos Yanomami na gestão do ecoturismo no pico que na língua dos indígenas significa Neblina.
Com essa adesão, as operadoras interessadas precisam estabelecer parcerias com a Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA) e da Associação de Mulheres Kumirayoma (AMYK) e assim as operações turísticas autorizada contarão com o envolvimento direto dos indígenas na prestação dos diferentes serviços previstos..
A unidade abriga o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil , com quase 3 mil metros de altitude . Localizado na Serra do Imeri, no extremo norte do País, próximo à fronteira com a Venezuela
Quem mais tiver interesse em participar do processo de habilitação e credenciamento deverão atender às especificações constantes no edital, que está disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/acesso-a-informacao/editais-diversos/editais-diversos-2023
Retomada da visitação
O Plano de Visitação Yaripo foi aprovado em 2018 pelo ICMBio e em 2019 pela FUNAI. O primeiro processo de credenciamento de operadora turísticas aconteceu em 2020, no entanto, a Pandemia de COVID postergou a retomada das operações, que foram concretizadas com cinco expedições ao longo de 2022.