As micro e/ou pequenas empresas têm dormido no ponto diante de clientes bilionários: os governos municipais, estaduais e federal. O mercado de compras públicas movimenta anualmente bilhões de reais no Brasil, mas a participação dos pequenos negócios ainda engatinha e tem sido alvo de estímulo pelo governo federal.
As empresas que pretendem participar dessa modalidade de negócio devem estar com todas as documentações em dia e atender aos requisitos definidos nos editais. Primeiramente, precisam entrar no site comprasnet para fazer cadastro .
Para vender para o governo, é importante conhecer a legislação, entender o edital, ficar atento aos preços antes de elaborar sua proposta, avaliar o histórico de pagamentos do governo e considerar as condições e a capacidade da sua empresa.
Ao participar de licitações, os micro e pequenos empreendedores devem considerar as seguintes modalidades:
- Concorrência pública: qualquer empresa pode participar, desde que esteja qualificada segundo as exigências descritas no edital.
- Tomada de preços: para essa modalidade, só é necessário mostrar o Certificado de Registro de Cadastro.
- Pregão: nesse formato, o órgão público publica sua necessidade e as empresas fazem as propostas de forma presencial ou virtual.
- Carta-convite: essa modalidade tem um processo simplificado e é utilizada diante de necessidades urgentes dos órgãos públicos.
- Leilão: os órgãos públicos organizam leilões para vender bens que não são mais necessários para a administração pública.
O analista Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Douglas Mousse, falou sobre as vantagens que essas micro e/ou pequenas empresas podem obter por meio dessas vendas.
“Na nova Lei de Licitações, atualizada desde a LC 123/2006, atualmente a Lei 14133, existem vantagens para as Microempresas garantidas, relacionadas aos prazos mais estendidos para documentos. Quando as propostas empatarem com grandes empresas, quanto ao valor, a Microempresa pode ajustar o seu valor e ganhar na competição. E, ainda, vantagens para assegurar a participação de Microempresas nas licitações , com documentação mais facilitada, previsto por lei”
Para conquistar o mercado de compras públicas, é importante manter a gestão financeira em ordem, em especial o controle do fluxo de caixa e do estoque. Também é fundamental saber calcular de forma correta os preços que irá apresentar na sua proposta.
Vantagens de vender para o governo
Aprender a vender para o governo é uma ótima forma de abrir novas oportunidades. O RealTime1, com o apoio do Sebrae, elencou as vantagens da venda de serviços ao governo. Confira:
- Não é um processo complicado: Vender para o governo não é difícil. Na verdade, tirando rito processual envolvido, vender para o governo vai custar menos tempo e recursos do que vender para clientes normais.
- O governo é bom pagador: Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o governo brasileiro é um bom pagador, já que é obrigado por lei a pagar pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Os processos são justos e transparentes: Qualquer empresa ou pessoa que esteja com a documentação em dia pode participar dos processos licitatórios e vender para o governo.
Como vender para o governo?
Para vender para o governo, é importante seguir alguns passos:
- Regularize sua situação fiscal: Manter atualizado o Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF) e as contas da empresa em dia é importante, pois facilitará a verificação dos documentos de regularidade que são exigidos pela maioria dos editais.
- Verifique os editais: Esteja atento aos prazos e informações do Diário Oficial da União — estaduais e municipais — e também às informações dos sites de compras governamentais, onde são publicados os editais de licitações.
- Procure por parcerias: Depois de confirmar no edital que você cumpre os requisitos necessários para participar, você deve certificar se sua empresa é capaz de oferecer aquilo de que o órgão está buscando por meio do procedimento licitatório.
- Seja inovador: A concorrência em um processo licitatório pode ser grande e os preços muito parecidos, por isso uma alternativa para se destacar é procurar investir em serviços ou produtos exclusivos.
- Avalie os prazos de pagamento: Não se pode vender para o governo pensando que vai receber logo no dia seguinte e que suas contas estão todas pagas. Para vender para o governo, é necessário estar com as contas em dia, pois, mesmo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o pagamento pode vir somente depois de 30 dias ou mais depois da entrega do produto ou serviço.
Cursos voltado para compras governamentais no Sebrae
Fomenta
O Fomenta – Encontro de Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais coloca você frente a frente com os compradores governamentais, com os grandes compradores da administração pública direta e indireta e com empresas estatais. Além disso, capacita os empresários que passam pelo evento.
A iniciativa é fruto de parceria entre o Sebrae Nacional, órgãos federais de apoio ao empreendedorismo, as unidades do Sebrae nos estados e órgãos do governo local, nos âmbitos estadual e municipal.
Acesse para saber como participar do programa
Cartilha do Fornecedor
Com foco em aumentar a participação dos pequenos negócios nas compras governamentais, desenvolvemos um passo a passo ilustrado com as principais informações e orientações para participar de licitações.
Acesse aqui a cartilha (em PDF)
Curso para compras governamentais
O curso, que é on-line e gratuito, orienta sobre como vender para a administração pública. Tem como foco empreendedores (as), empresários (as) de micro e pequenos negócios, representantes comerciais, contadores (as), dirigentes de entidades de classe, gestores (as) de cooperativas e seus (suas) associados (as) e profissionais interessados em fornecer produtos e serviços para a administração pública nos níveis federal, estadual, distrital ou municipal.
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