A Arquidiocese de Manaus promove, nesta quinta-feira (7), a 29ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas para chamar atenção dos católicos para problemas dos brasileiros que enfrentam dificuldades para ter acesso à alimentação de qualidade . O tema será “Você tem fome de quê?”
Além de Manaus, o movimento terá uma versão especial no município de Atalaia do Norte com o nome de Grito do Alto Solimões e que pedirá justiça para os assassinos do indigenista Bruno Pereira e o jornalista Bruno Philips, mortos em junho do ano passado.
A edição deste ano no Amazonas também será marcada por “um grito pela não aprovação do Marco Temporal, que envolve a demarcação de Terras Indígenas”. A questão está sendo julgada no Supremo Tribunal Federal e no momento o placar de votação dos ministros está 4 a 2 a favor dos indígenas
Até agora, votaram para afastar esta tese os ministros Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso. Os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça votaram para adotar o marco temporal de Outubro de 1988 para o reconhecimento de uma terra indígena.
O Grito dos Excluídos é um movimento que a Igreja Católica promove em todo o Brasil, em muitos lugares em parceria com outras igrejas, e em Manaus contará com uma Missa pela Amazônia, às 16h, celebrada pelo cardeal Dom Leonardo Steiner, no Centro de Convivência da Família, Padre Pedro Vignola, localizado na rua tupinambá, n°119, Cidade Nova 2.
Após a celebração, todos os participantes sairão em caminhada para o Campo Memorial Amigos do Cruzeiro, na Avenida Timbiras, Cidade Nova.
“A movimentação que o Grito dos Excluídos faz deve ser uma presença que convide a população a reflexão sobre como estamos vivendo?, Por que nossa cidade e ou país se encontra assim?, O estado do Amazonas está entre os dez estados mais ricos do Brasil, mas por que as pessoas passam fome?“, diz o Vice-Presidente da Cáritas Arquidiocesana, Padre Alcimar Araújo,