terça-feira, 29 de setembro de 2026

Armando do Vale fala dos desafios da Cosama após privatização

Presidente da Cosama avalia que o sistema no interior faliu após a privatização da parte da companhia que atendia Manaus.
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A privatização do serviço de abastecimento de água e tratamento de esgotos de Manaus, no início dos anos 2000, devastou o sistema que era tocado pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) em todo o Estado. A avaliação é do atual presidente da companhia, Armando do Vale, em entrevista para o canal Realtime1 Play.

“Quando houve a privatização em 2002, o sistema faliu. Os prefeitos dos municípios ficaram abandonados. Abastecimento de água é caro, envolve custos de energia, produtos químicos caros, folha de pagamento, e não há rentabilidade. De 2019 para cá nossa taxa saiu de R$ 7,50 para R$ 16,80 e não é hidrometrada“, revelou Armando do Vale

No cargo desde 2019, Armando do Vale afirmou que já conseguiu estender o sistema de abastecimento de água de 12 municípios para 15, com possibilidade de integrar mais quatro nesse ano e outros 20 municípios até o fim do mandato do governador Wilson Lima (União Brasil).

“Nestes 15 municípios oferecemos água de qualidade, tratada com padrões internacionais. Só nos três municípios que assumimos a concessão – Atalaia do Norte, Novo Olinda e Nhamundá – foram investidos mais de R$ 3 milhões“, revelou Armando do Vale.

O presidente da Cosama lembrou a preocupação de Wilson Lima com a péssima qualidade da água servida aos moradores destes municípios quando assumiu o governo.

“Em Novo Olinda a água tinha cor de ferro. Em Atalaia eram tantas denúncias do Ministério Público que tivemos de assumir e hoje entregamos água boa e de qualidade“, afirmou Armando do Vale.

Cosama da suporte aos serviços autônomos, diz Armando do Vale

O Governo do Estado está investindo para melhorar os sistema de abastecimento de água e de tratamento de esgotos no municípios do interior, conforme é demandado pelas prefeituras que administram Serviços Autônomos de Águas e Esgotos, o Saaes, diz o presidente da Cosama.

“Água é uma necessidade, mas a população precisa entender que pegamos um fusca com os quatro pneus furados e os aros entortados, mas sem poder parar de rodar”, comparou.

Com essas dificuldades de estrutura e de rentabilidade do serviço prestado, Armando do Vale lembra que saneamento não faz de forma rápida e que leva tempo para planejar e executar as melhores soluções para os municípios do Estado-sede da maior bacia hidrográfica do mundo.

“Estamos investindo em estações de tratamento em Coari e em Codajás, por meio da Secretaria de Infraestrutura. Em Novo Olinda estamos fazendo uma estrutura gigantesca e revitalizando todo o sistema em Carauri, inclusive a estrutura de reservamento de água”, contou o presidente da Cosama

Para os municípios cujos prefeitos pretendem manter os serviços autônomos, Armando do Vale diz que a orientação do governador Wilson Lima é dar todo o suporte possível, como acontece em São Gabriel da Cachoeira.

“Atender as demandas dos prefeitos é orientação e já fizemos avaliação dos sistemas em 31 municípios. Em São Gabriel a água é terrível, vamos fazer todo o sistema, mas não vamos assumí-lo, pois vai continuar com a prefeitura”, contou.

Confira a entrevista de Armando do Vale na íntegra:

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