Conforme estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio brasileiro atingiu uma marca histórica em relação a emprego, ultrapassando 28,1 milhões de trabalhadores.
Esse número representa 27% da população ocupada do país e é acompanhado por um avanço na participação feminina no setor.
O relatório aponta que, embora ainda sejam minoria, as mulheres estão conquistando espaço no agronegócio, com uma alta de 1,3% no número de mulheres contratadas no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o número de homens cresceu 0,6%.
O crescimento do emprego no agronegócio brasileiro é impulsionado principalmente pelos agrosserviços, que incluem comércio e transportes.
No primeiro trimestre deste ano, o setor agro registrou um aumento nos empregos formais, uma maior presença de mulheres e um aumento na renda dos empregados.
A participação do agronegócio no total da população ocupada do Brasil permaneceu estável em 27%, igualando os números registrados no primeiro trimestre de 2020.
Nos primeiros três meses de 2023, o total de pessoas empregadas no setor agro subiu 0,9% em relação ao mesmo período de 2022, o que equivale a um acréscimo de 237 mil empregos.
Durante esse período, o Brasil registrou um aumento de 2,5% na população ocupada, totalizando 2,5 milhões de novos empregos.
No entanto, quando comparado ao último trimestre de 2022, o agronegócio cresceu 1%, com um adicional de 228 mil empregos, enquanto o país como um todo teve uma queda de 1,5%, equivalente a uma redução de 1,5 milhão de empregos.
Os pesquisadores atribuem o aumento de vagas no agronegócio à geração de 616 mil postos de trabalho em serviços, o que representa um aumento de 6,7% em relação ao primeiro trimestre de 2022.
Isso se deve, em grande parte, à necessidade de suporte para atividades como transporte, armazenagem e comércio, que acompanham a sequência de safras recordes.
Por outro lado, na agropecuária, o levantamento feito com base nos dados do IBGE aponta uma redução de 5,2% nos empregos, representando uma perda de 456 mil vagas, quando comparado ao primeiro trimestre de 2022.
As maiores quedas ocorreram nas lavouras, no cultivo de cereais como arroz e trigo, na horticultura e na produção de laranja, fumo e bovinos.