Em reunião com a ministra da saúde, Nízia Trindade, o deputado federal Sidney Leite (PSD) pediu reforço às Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBS), avanços da telemedicina e povos indígenas e sugeriu a criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Fluvial.
A ideia é que o Samu Fluvial possa atender às comunidades isoladas da região amazônica.
De acordo com um estudo do Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), 54% da população ribeirinha precisa utilizar pequenas embarcações próprias para ter acesso aos serviço de saúde, sejam eles de Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, incluindo urgências e emergências. Segundo a pesquisa, é preciso navegar em média 60 km sem a certeza do atendimento que é limitado.
“Precisamos fortalecer a Saúde em todas as áreas do nosso estado, buscando soluções inovadoras e inclusivas. O Samu é uma realidade em todo o resto do país, por quê logo na Amazônia que é complexa e necessitada de infraestrutura em diversos aspectos ele não existe?”
De acordo com o parlamentar, o Ministério da Saúde deverá iniciar os estudos sobre o tema.
Com a telemedicina aprovada na Medida Provisória dos Mais Médicos no mês de maio, o parlamentar aproveitou a agenda para entender como o Governo Federal vem trabalhando o assunto na médica complexidade nos estados, principalmente na região Norte que padece com o acesso precário de internet.
“A telemedicina já se provou ser uma alternativa eficaz para a redução na fila de atendimento com especialistas, mas é claro que é necessário um investimento e um trabalho conjunto para que o serviço se fortaleça e chegue na casa das pessoas, principalmente aquelas que moram no interior do estado, onde o acesso à saúde é mais deficitário”, disse Leite.
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