O Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostrou que no Amazonas houve um saldo de contratação de 3.723 empregos no mês de julho. Foram 21.211 contratações contra 17.488 demissões, variação de 0,77%.
No total, o Caged mostra que no Amazonas havia em julho 487.743 trabalhadores com empregos formais no Estado, uma das melhores médias do País.
Os números do Caged mostram ainda que o setor de Serviços do Amazonas segue como um dos destaques do ano. Em julho, foi o setor que mais gerou saldo de empregos, tendo admitido 10,143 trabalhados e desligando 8,322, um saldo de 1.821 postos.
O setor de comércio do Amazonas também apresentou números de empregos positivos no Caged do mês de julho, admitindo 5.146 trabalhados e desligando 4.397, deixando um saldo de 749 postos de trabalho.
Principal empregador do Amazonas, o setor industrial evoluiu pouco no mês de julho, empregando 3.534 trabalhadores e desligando 3.083. O saldo foi de 451 postos de trabalho, segundo os números do Caged do mês.
A agropecuária foi o único setor pesquisado pelo novo Caged que apresentou resultado negativo. No setor foram admitidos 124 trabalhadores e desligados 148, saldo negativo de 24 postos de trabalho
O economista Sérgio Gonçalves avalia que os números do Caged estão compatíveis com uma economia que cresce num ritmo lento no País, embora devamos destacar o saldo de mais de 4 mil empregos no Amazonas em um mês sem grandes atrativos para ativar a economia local.
“O comércio sempre emprega mais por conta de datas específicas, que ativam as compras, como foi o período de festas juninas que se arrastam até agosto. A indústria vai aquecer a partir de setembro, quando começam a chegar demandas para a Black Friday e as compras de natal e reveillon”, analisou.
Números do Caged no Brasil também animam economia
O Brasil criou 142.702 novos postos de trabalho em julho. Só no setor de serviços, foram geradas 56.303 vagas. No comércio, o saldo aumentou em 26.744 postos de trabalho. De acordo com o Caged, no acumulado do ano foram gerados 1.166.125 postos de trabalho.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas e em 26 das 27 unidades federativas.
O estoque total recuperado para o Caged no mês fico em 43.610.550 postos de trabalho formais no país. O salário médio real de admissão em julho foi R$ 2.032,56, valor R$ 19,33 acima do registrado em junho (R$ 2.013,23).
O saldo no setor de serviço foi maior nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de 27.218 postos); alojamento e alimentação (9.432 postos); e transporte, armazenagem e correio (8.904).
No setor de comércio, a área de comércio varejista de produtos farmacêuticos registrou saldo positivo de 3.554 novos postos de trabalho. Já na área de mercadorias em geral (com predominância de produtos alimentícios), os supermercados apresentaram saldo positivo de 2.419 novas vagas, enquanto minimercados registraram alta de 1.704.
O saldo positivo na construção civil ficou em 25.423, enquanto a indústria teve saldo foi 21.254 novos postos.
“Em termos geográficos, apenas no Rio Grande do Sul (-2.129) houve queda do emprego formal, que ficou positivo nas outras 26 unidades da federação. Os maiores saldos foram em São Paulo (43.331), Rio de Janeiro (12.710) e Minas Gerais (12.353)”, informou o Ministério do Trabalho.

