O cenário cultural da região Norte do Brasil ganha vida todos os anos com o colorido e o ritmo do Festival das Cirandas de Manacapuru.
O evento icônico chega a sua 25ª edição, nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, no Parque do Ingá, o Cirandódromo do município (distante 68 quilômetros de Manaus).
A ciranda, uma dança típica do Norte do Brasil, é parte intrínseca da identidade do povo de Manacapuru, sendo passada de geração em geração como uma herança cultural inestimável.
O festival celebra a cultura regional e promove o resgate do folclore dos povos da Amazônia, protagonizando a disputa entre as cirandas Flor Matizada, Guerreiros Mura da Liberdade e Tradicional.
Dinâmica dos Itens: uma competição cultural única
O Festival das Cirandas de Manacapuru traz uma emocionante competição cultural que destaca as cirandas em uma série de itens tradicionais.
Durante o evento, as cirandas competem em categorias como coreografia, alegoria, evolução e animação. Cada categoria é uma oportunidade para as cirandas demonstrarem sua criatividade, dedicação e compromisso com a tradição.
Resiliência em Meio à Adversidade
Apesar da alegria que permeia o Festival das Cirandas de Manacapuru, o evento também enfrentou momentos de tristeza.
No ano de 2022, uma grande tragédia marcou a celebração. Um guindaste que segurava a estrutura a 12 metros de altura cedeu de deixou 23 feridos. Com o acidente, o festival e não teve vencedor. As notas das apresentações foram incineradas e as comissões de jurados e organizadora do festival prestaram homenagem às vítimas.
As pessoas foram encaminhadas para o Hospital Geral Lázaro Reis, em Manacapuru, e para os Hospitais 28 de Agosto, João Lúcio e Platão Araújo, na capital Amazonense.
A cirandeira Vivian Ramos da Silva morreu após passar sete dias internada, em estado grave, no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus.
Todas as vítimas integram o grupo folclórico Ciranda Flor Matizada.
Festival 2023 em datas diferentes
Neste ano, a realização ocorre em nova data, nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, aproveitando o início de feriado (Dia da Amazônia e Dia da Independência do Brasil).
A organização compreende que é uma data que pode potencializar a visibilidade das cirandas, a cultura do município e, acima de tudo, valorizar o movimento cultural tão importante que dá oportunidade para tanta gente, movimenta a comunidade, para trazer os jovens para os barracões e levar um grande espetáculo para o Parque do Ingá.
As cirandas têm o tempo mínimo de apresentação no Cirandódromo de duas horas e, o tempo máximo de duas horas e trinta minutos.
Os espetáculos musicais e artísticos, de tema livre, concentram 14 itens, entre individuais e coletivos, como Apresentador, Princesa Cirandeira, Cirandeira Bela, Porta Cores, Cordão de Cirandeiros entre outros, que são avaliados pela comissão julgadora.
A apuração das notas e divulgação da ciranda vencedora será no dia 4 de setembro, às 15h, no Cirandódromo.
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