quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Retomada de obras na educação custará R$ 244 milhões no AM

Segundo o governo federal, são 290 obras na educação abandonadas durante o governo Bolsonaro
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(Foto: Divulgação)

Com a presença de mais de 30 prefeitos do Amazonas, o governador Wilson Lima e o ministro da Educação, Camilo Santana, lançaram três novos programas do governo Lula para a área: a retomada das obras de creches e escolas, o pacto pela alfabetização e a ampliação das escolas em tempo integral.

Escolhido para ser a base de lançamento das novas iniciativas federais, o estado lançou, na ocasião, o programa “Amazonas+Alfabetizado”, que tem a meta de beneficiar mais de 360 mil crianças e adolescentes até o final do 2° ano do Ensino Fundamental, beneficiando 360 mil alunos das redes estadual e municipal.

A retomada de obras na educação, que foram paralisadas durante o governo Bolsonaro, no Amazonas, deve custar R$ 244 milhões aos cofres públicos, segundo estimativa do Ministério da Educação. São cerca de 190 obras, entre escolas e creches, que foram paralisadas e que, agora, poderão ser retomadas.

Segundo o ministério, até agora 55 obras já estão com interesse para serem retomadas, dentro da proposta do governo federal.

Para retomar obras na educação, os prefeitos devem assinar a adesão junto ao Ministério da Educação, até o dia 10 de setembro.

O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou que, na capital, as obras foram tocadas com recursos da própria prefeitura. Sete creches de Manaus estavam nessa lista e, segundo David, foram retomadas com recursos da prefeitura. Três já foram inauguradas.

“Vamos aderir a questão do ensino de tempo integral, até porque as obras que encontramos paralisadas a prefeitura retomou quase todas elas. Só não vamos fazer uma obra, porque é inviável, o local foi construído uma creche, só ano passado ela foi alagada 14 vezes, no bairro União da Vitória”, disse.

Presidente da Associação Amazonense de Municípios, o prefeito Anderson Souza, de Rio Preto da Eva, disse que os novos programas devem impulsionar a educação nos municípios.

“Na educação, são mais de 200 obras, incluindo as outras áreas, são mais de 400 obras paradas. A associação está com um corpo técnico preparado para orientar prefeitos e secretários de educação para fazer o primeiro passo, que é a adesão.”

Segundo Anderson, antes de retomar as obras, as prefeituras precisarão analisar o que é mais viável do ponto de vista econômico e de infraestrutura. É que algumas obras estão em estágio avançado de deterioração e a avaliação é de que é melhor investir em uma nova estrutura, do zero.

O governador Wilson Lima também pretende apoiar as prefeituras e colaborar com o avanço da retomada das obras. Ele disse que vai monitorar caso a caso para auxiliar os prefeitos a encontrarem a melhor alternativa para que a educação consiga concluir as obras dentro do prazo previsto para o programa, que é 2026.

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