Com previsão de gastos milionários para realização da edição deste ano do Festival #SouManaus, a prefeitura de David Almeida enfrenta, agora, críticas em relação à falta de transparência dos gastos públicos para o evento, que vai ocorrer entre 5 e 7 de setembro, com expectativa de atrair mais de 200 mil pessoas.
Marcado por polêmicas, a edição deste ano terá, pela primeira vez, venda de ingressos para o público e espaços vip para empresas que comprarem cotas de patrocínio. Ontem, depois da chuva de críticas nas redes sociais, principalmente do deputado federal Amom Mandel, a prefeitura recuou na decisão de trocar garrafas pet por ingressos para o evento.
Mas o tema da transparência ainda precisa ser melhor cuidado pela equipe de David Almeida. O vereador Rodrigo Guedes (Podemos) promete ingressar com uma representação no Ministério Público do Amazonas (MPAM) e uma ação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) pedindo mais transparência sobre os gastos do evento.
Ele afirma que a estimativa de gastos é de R$ 13 milhões, mas que há pouca clareza sobre o tema. O vereador havia solicitado que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) requisitasse explicações da ManausCult, mas o pedido foi rejeitado pela maioria dos vereadores. Guedes questiona, principalmente, o valor do cachê do DJ francês David Guetta.
“Já que o prefeito alega que o evento não seria pago com dinheiro público, mas sim com patrocínios, e o orçamento do “Sou Manaus” é de R$ 13 milhões, fica a pergunta para saber como esse dinheiro vai ser empregado”, afirma Guedes.
“Vamos ao MP e ao TCE, já que a CMM rejeitou nosso pedido, para que tenhamos acesso a algo que é de direto, não só do parlamentar quanto da população, que é a transparência e a publicidade dos gastos públicos.”
Questionada, prefeitura não responde sobre gastos
A reportagem do RealTime1 entrou em contato com a prefeitura de Manaus para ouvi-los sobre as críticas de falta de transparência com o #SouManaus. A reportagem encaminhou e-mail para a ManausCult e para a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), mas não houve respostas.
Os dois órgãos foram questionados sobre a estimativa de gastos com a edição deste ano e os valores de cachês para os artistas, inclusive para saber a modalidade de contratação, se os valores serão pagos com recursos públicos ou de empresas privadas e se as despesas já foram publicadas no Diário Oficial do Município.
Sobre a venda de cotas para empresas interessadas em patrocinar o evento, a reportagem perguntou da prefeitura se as cotas já foram comercializadas, os valores de cada uma e o nome das empresas vencedoras.
Nenhum dos questionamentos foi respondido até o fechamento desta matéria, na noite desta segunda-feira (21).