Segundo dados do Inpe, nos últimos 12 meses, houve uma redução de 7% nos alertas de desmatamento na Amazônia em comparação ao período anterior, que engloba os anos de 2021 e 2022. Em contrapartida, durante esse mesmo intervalo, o desmatamento no Cerrado aumentou quase 17%.
A divulgação destes resultados traz uma perspectiva positiva para a floresta amazônica pouco antes da realização da Cúpula dos Países Amazônicos, agendada para 8 de agosto.
Durante os últimos seis meses do governo Bolsonaro, no ano passado, os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram um aumento de 54%.
Por outro lado, nos primeiros meses de 2023, durante a gestão do presidente Lula, houve uma redução significativa de 43% nesses alertas.
No contexto da região amazônica, o estado do Pará é responsável por 36% do desmatamento total, seguido pelo Mato Grosso.
Já no Cerrado, a liderança nesse triste ranking pertence à Bahia, com 26% da área devastada, seguida pelos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí.

É relevante ressaltar, ao considerar esses dois biomas, que na Amazônia é legalmente permitido desmatar no máximo 20% do território, enquanto no Cerrado, esse limite é estabelecido em 80%.
Pensando nisso a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sugeriu a revisão desse parâmetro.
Nos primeiros sete meses do governo do presidente Lula, o Ibama aplicou multas que totalizam R$ 2 bilhões em infrações relacionadas à área da Amazônia Legal.
Este montante representa um aumento de 147% em relação à média registrada durante os quatro anos do governo Bolsonaro.
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