quarta-feira, 23 de setembro de 2026

AM teve mil mortes de crianças indígenas no governo Bolsonaro

No Brasil, foram 3.552 óbitos de crianças indígenas, conforme relatório de Conselho Indigenista Missionário.
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(Foto: Antonio Scarpinetti/SEC/Unicamp)

Durante os três últimos anos do governo Bolsonaro, o estado do Amazonas registrou o total de 1.014 óbitos entre crianças indígenas de 0 a 4 anos. Em todo o país, o número total de óbitos de crianças indígenas, na mesma faixa-etária, entre os anos de 2019 e 2022, foi de 3.552.

Os dados foram divulgados no relatório de Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que teve como base informações da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) vinculado ao Ministério da Saúde e de secretarias estaduais de saúde.

Conforme o relatório do Cimi, 132 dessas mortes ocorreram sem qualquer assistência de saúde. Isso ressalta a urgência para melhorias na assistência médica e, consequentemente, nas condições de vida nas comunidades indígenas

As principais causas das mortes apontadas no relatório são consideradas evitáveis. Influenza e pneumonia, desnutrição e anemias nutricionais, diarreia, gastroenterite, doenças infecciosas intestinais, doenças bacterianas e septicemia são problemas que podem ser prevenidos e tratados com medidas adequadas.

Assassinatos de adultos indígenas

O relatório do Cimi revela, ainda, que no últimos três anos, o estado do Amazonas registrou 163 assassinatos de indígenas adultos, com idades entre 19 e 59 anos.

O estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, logo atrás de Roraima, que contabilizou 208 assassinatos no mesmo período.

Bolsonaro tem culpa no cartório

O ano de 2022 marcou o fechamento de um período governamental caracterizado pelo aumento da violência direcionada aos indígenas no território brasileiro.

Durante a gestão de Bolsonaro, o Poder Executivo não somente negligenciou a responsabilidade constitucional de demarcar e preservar as terras historicamente ocupadas pelos povos originários, mas também adotou uma postura que, na prática, buscava enfraquecer esse direito.

Por meio de Projetos de Lei (PLs) e medidas administrativas, foram promovidas ações com o intuito de flexibilizar as regulamentações relacionadas às terras indígenas, permitindo a exploração dessas áreas.

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