quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Sebrae lança edital para startups Deep Techs fortalecendo pesquisa científica avançada

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O Sebrae abriu inscrições para o segundo ciclo do projeto Catalisa ICT, que oferecerá apoio especializado a startups Deep Techs durante dois anos. As empresas selecionadas contarão com suporte para validar tecnologias no mercado, estruturar seus negócios, atrair investidores e expandir suas operações.

O lançamento aconteceu na terça-feira (3/12), o durante a 34ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em São José dos Campos (SP).

As Deep Techs se destacam por soluções de alta tecnologia fundamentadas em pesquisa científica avançada. Segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae, essas empresas demandam conhecimentos profundos em áreas como biologia, química, matemática e engenharia, além de equipes compostas por mestres, doutores e pesquisadores.

“Deep Tech é tecnologia profunda. São empresas que geralmente exigem um conhecimento muito específico em áreas da ciência para desenvolver, por exemplo, fármacos, robótica, inteligência artificial e computação avançada”, explicou.

Cabral ressalta que o Brasil enfrenta desafios para competir globalmente nesse setor, como a necessidade de integrar programas de fomento, aprimorar o sistema regulatório e facilitar o acesso ao capital. Além disso, destacou as dificuldades enfrentadas pelas startups no início da jornada.

“A Deep Tech é um processo longo. Para eu chegar num fármaco, às vezes, são cinco, dez anos. Você precisa de um capital adequado, do dinheiro de investidores, de fomento público. Você precisa de equipe especializada, que é difícil de conseguir. E precisa de alguma instituição ou parceiros que te acompanhem nessa jornada, que é longa, cara e solitária.

O projeto Catalisa ICT busca amenizar essas dificuldades e acelerar a transformação de descobertas científicas em soluções aplicadas ao mercado. Para Cabral, iniciativas como essa são cruciais para evitar que o Brasil fique atrás em uma disputa tecnológica global.

*Com informações da Agência Brasil

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