Deputada Alessandra Campêlo(MDB) contestou os argumentos apresentados na nota emitida pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) pedindo a anulação da atual Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment do governador Wilson Lima.
“Numa análise prévia eu pude observar que a nota é mal escrita e faz acusações infundadas e sem provas. O Simeam não faz parte do processo porque a acusação não foi apresentado pelo sindicato e sim por uma pessoa que pertence ao sindicato”, analisou a parlamentar.
Alessandra, que é presidente da comissão do impeachment contra o governador e o vice, na Assembleia Legislativa do Amazonas , também afirmou que já conversou com alguns deputados e estes afirmaram que vão representar contra o sindicato pela nota.
De acordo com os parlamentares, o sindicato faz acusações sem provas substanciais.
Nota do Simeam
A nota publicada no site do Simeam pede a anulação da atual comissão processante sob argumento de que alguns deputados que compõem a comissão do impeachment são da base governista.
A nota diz que “não dá pra esperar isenção de quem até aqui fez defesa das ações desse governo… Igualmente não podemos esperar um julgamento justo quando parlamentares possuem parentes dirigindo, ainda que de forma interina, o órgão que hoje é investigado”, em referência a deputada Alessandra Campêlo (MDB), prima do secretário interino da Saúde, Marcellus Campêlo.
Segundo a nota do sindicato, o Simeam espera que Assembleia possa apreciar a questão de ordem apresentada e que dê provimento a ela.
Para a entidade, “assim, a sociedade amazonense poderá acreditar que o julgamento do impeachment do Sr. Governador e do Vice-Governador seja descontaminado de quaisquer paixões políticas e acordos espúrios”.
O sindicato dos médicos ressaltou ainda que em nenhuma corte ou órgão julgador, o juiz pode ser amigo do investigado ou ter algum tipo de relação fora da legalidade.