O superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Algacir Polsin, afirmou que tem uma boa relação com a bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional e acrescentou que não é político e não possui interesses nessa direção.
A declaração inevitavelmente remete ao ex-superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes (Patriota), que chegou a se desentender com parte da bancada e, ao ser exonerado em junho, se tornou pré-candidato à prefeitura de Manaus.
A afirmação de Polsin foi dada nesta quinta-feira (27). durante a assinatura do termo aditivo do contrato entre a Suframa e a Prefeitura de Manaus para a continuidade das obras de pavimentação no Distrito Industrial, Zona Leste de Manaus.
O valor total do termo aditivo é de R$ 120 milhões, sendo R$ 100 milhões ourindos da Suframa e R$ 20 milhões do município de Manaus.
Ao ser questionado sobre a relação com os deputados federais e senadores, no intuito de alinhar o direcionamento das decisões em torno da Reforma Tributária, o atual superintendente disse que tem um bom diálogo com os parlamentares do Amazonas no Congresso Nacional e que pretende ampliar o diálogo com representantes de outros estados da Região Norte.
“Eu fui escolhido pelo presidente por critérios técnicos que interessavam no momento. Quando a bancada parlamentar tomou conhecimento do meu nome, na mesma noite, eu recebi a ligação de todos os integrantes da bancada parlamentar do Estado me dando apoio e se colocando à disposição”, ressaltou Polsin.
Prefeituras do Norte
O superintendente também acresentou que vai auxiliar as prefeituras, tanto do Amazonas quanto de outros estados do Norte, para a formulação de projetos e suas execuções.
“As fontes de recursos são diversas. As oportunidades aparecem e eu vou correr atrás disso, por meio da Suframa, para intermediar e sermos facilitadores”, salientou.
O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), afirmou que é por meio deste tipo de união que se consolidam resultados satisfatórios, ressaltando que é necessário beneficiar os estados da Amazônia, por meio da Suframa, para que os parlamentares de outros estados, além do Amazonas, lutem pelos interesses da Região Norte.
“Se eles tiverem ganhos objetivos que ajudem esses Estados a se consolidarem economicamente, eles vão ter muito mais ânimo para que essas bancadas se reúnam junto às nossas bancadas. É necessário firmar essa aliança”, pontuou o tucano.
Projetos aprovados pelo CAS
Em sua 293ª Reunião Ordinária, realizada nesta quinta-feira (27), via videoconferência, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 23 projetos industriais e de serviços, sendo nove de implantação e outros 14 de diversificação, atualização e ampliação, que somam investimentos totais de R$ 1,4 bilhão e estimam a geração de 2.200 empregos diretos, a partir do terceiro ano de funcionamento das linhas de produção.
Adicionalmente, também foram aprovados cinco projetos agropecuários, com investimentos previstos de R$ 17,2 milhões e a geração de 122 empregos, entre mão de obra fixa e variável, em até cinco anos.
O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (ME), Carlos da Costa, na condição de presidente do Conselho, inicialmente elogiou a diversificação da pauta, que contou com aprovação de um produto inovador, oriundo de recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – a chamada tomada inteligente – e também com projetos importantes para o setor agropecuário.
“O ano volta a acelerar com o maior volume de investimentos e geração de empregos nos últimos 12 meses e vai crescer mais ainda porque ainda há muito o que fazer, tanto no nível federal quanto no nível regional”, afirmou o secretário.
Texto: Izaias Godinho
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