quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Mesmo com aumento na ocupação de leitos, FVS descarta 2ª onda de Covid-19

Órgão explicou que este cenário é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população.
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Desmentindo boatos que circularam nas redes sociais, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) descartou, por meio de nota divulgada na tarde desta quarta-feira (16), uma suposta segunda onda de contágio de Covid-19 no Estado.

De acordo com o documento, apesar do Amazonas registrar desaceleração na queda da média móvel de casos e aumento da ocupação em 6% nos leitos públicos de UTI e 10% nos leitos privados, “no momento não é possível afirmar que o Amazonas vive uma segunda onda de Covid-19”. Conforme balanço, no último dia 11 de setembro, a média móvel de casos caiu apenas 0,2% em Manaus nos últimos 14 dias anteriores.

O órgão explicou que este cenário é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população que não adotou e, cada vez mais, está abandonando as medidas preconizadas.

Segundo a diretora-presidente da FVS, é necessária a colaboração da população em adotar as medidas recomendadas.

“Nós continuamos tendo o vírus circulando, como nós sempre afirmamos. Esse vírus ainda não tem um medicamento que seja eficiente contra ele, ainda não tem uma vacina que proteja contra ele. Então cada um de nós tem que ter responsabilidade com a sua saúde. É necessário que cada um de nós continue mantendo as medidas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde”, orienta.

Casos

Também nesta quarta-feira, a FVS divulgou que, entre os dias 06 e 12 de setembro, o Amazonas apresentou redução de 17% no número de casos de Covid-19 por data de diagnóstico, na comparação entre a Semana Epidemiológica 36 (30 de agosto – 5 de setembro).

As médias móveis de casos na capital e no interior também registraram quedas neste período de 13% e 19%, respectivamente.

O Estado registra, até o momento, cerca de 128 mil casos confirmados da doença, com 3.898 óbitos. Na avaliação do governo, os números favorecem o Amazonas em comparativo a outros estados.

No ranking nacional de mortalidade, o estado caiu para a 5ª colocação, apresentando um grau de letalidade estável em 3,1%. Já nos medidores de incidência, o Amazonas passa a ocupar a 7ª posição. Vale salientar que o estado já ocupou a liderança de ambos os rankings durante o pico da pandemia.

Refletindo o padrão da pandemia, os casos que necessitam de internação são de maiores de 60 anos e os com comorbidades, que entraram em contato com quem se expôs em aglomerações e não cumpriu as regras de segurança e os protocolos definidos para o processo de flexibilização e retorno gradual dos serviços e comércio, o que tem colocado em risco todas as medidas que foram adotadas pelo Governo do Estado para contenção.

Por medida de precaução e para que seja possível avaliar a permanência de uma curva de crescimento de internações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) está readequando o plano macro de reabertura do Hospital Delphina Aziz, que permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19. A Secretaria informa, ainda, que trabalha para manter o cronograma de abertura do Parque de Imagens do Delphina.

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