Em um mês, Manaus passou de “ruim” a “ótimo”no Ranking de Transparência no Combate à Covid-19, cuja atualização foi divulgada nesta segunda-feira (29/06) pela Transparência Internacional – Brasil.
Os níveis de transparência sobre contratações emergenciais no enfrentamento da pandemia de 26 estados brasileiros e suas capitais, além do Distrito Federal, foram reavaliados e mostraram que governadores e prefeitos sentiram a pressão da sociedade e reagiram.
Manaus foi um dos destaques dessa segunda rodada. Com alta de 63 pontos, a capital amazonense atingiu a pontuação de 94,9 e seu nível de transparência passou a ser classificado como ótimo. No ranking anterior, sua avaliação havia sido “ruim”.
Já o Amazonas somou 84,8 pontos, com acréscimo de 21 pontos em relação a maio. Dessa forma, seu nível de transparência passou de “bom” para “ótimo”.
A escala do ranking vai de zero a 100 pontos, na qual zero (péssimo) significa que o ente é avaliado como totalmente opaco e 100 (ótimo) indica que oferece alto grau de transparência.
Em um mês, a avaliação média dos estados deu salto de 24 pontos e a das capitais, de 21 pontos, na escala de 0 a 100. Espírito Santo, entre os estados, e João Pessoa, entre as capitais, mantêm-se na liderança do comparativo e atingiram a pontuação máxima: 100 pontos.
Doze estados e 15 capitais deixaram para trás uma avaliação de “regular” a “péssima” e passaram para as categorias “bom” e “ótimo”. Hoje, entre as administrações públicas avaliadas, não há mais nenhuma cujo nível de transparência é classificado como péssimo.
Não existe também mais nenhum estado avaliado como “ruim”. Quanto às capitais, nove delas tinham transparência classificada como “ruim” no ranking anterior e hoje isso ocorre com apenas uma – Porto Velho.
Pressão social
“Os resultados comprovam que, quando há pressão social, há mudança. É importante reconhecer o mérito dos gestores públicos nesse avanço, mas ainda mais importante é a lição que fica sobre o papel da sociedade. Quando lançamos a primeira avaliação, a imprensa deu ampla cobertura e a sociedade começou a pressionar, insatisfeita com os resultados ruins. Em seguida, fomos procurados por prefeituras e governos estaduais do Brasil inteiro interessados em melhorar e aumentar a transparência das informações que fornecem, mas também porque sabiam que estariam sob os holofotes novamente na segunda rodada. E o trabalho não termina aqui. Ainda há o que melhorar e vamos subir mais a barra na próxima rodada da avaliação”, destaca Guilherme France, coordenador de pesquisa da Transparência Internacional – Brasil.
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