quarta-feira, 23 de setembro de 2026

"Interesse político", diz Wilson Lima sobre impeachment

O governador afirma que o pedido de impeachment não apresenta argumentos ou fatos que apontem para crimes de responsabilidade, não tendo, portanto, qualquer amparo legal.
COMPARTILHE
Wilson Lima afirma que pedido de impeachment rem claro interesse político.
Wilson Lima afirma que pedido de impeachment rem claro interesse político.

Com o anúncio do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto (PRTB), nesta terça-feira (7/7) de aceitar a continuidade do processo de impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima afirmou que há claro interesse de promoção política.

“A decisão de aceitar o processo foi tomada de forma solitária pelo presidente da Assembleia Legislativa, com o claro interesse de promoção política, tendo em vista as eleições que se aproximam e para com as quais já tornou públicas suas pretensões”, afirmou o governador.

Segundo ele, o pedido de impeachment não apresenta argumentos ou fatos que apontem para crimes de responsabilidade não tendo, portanto, qualquer amparo legal.

Ele lembra, ainda, que o pedido de de impeachment que tramita na Aleam ainda está sob análise jurídica.

Wilson Lima também reafirma que acredita na democracia e que a decisão da maioria, demonstrada por meio do voto popular, deve ser respeitada.

Um dos maiores interessados no impeachment do governador Wilson Lima e do vice-governador Carlos Almeida é o deputado Josué Neto, presidente da Aleam, que a assume o governo com a saída do governador.

Comissão Especial

Para a formação da Comissão Especial que analisará o processo, Josué Neto estabeleceu um prazo de 24 horas para que os líderes partidários apresentem os nomes dos deputados que a irão compor.

O bloco composto por PRTB, PSL, Patriota, PSDB e Republicanos terá cinco representantes. Progressistas e Podemos terão dois representantes cada um. Com três representantes ficou o bloco MDB, PTB, PSC e DEM. O bloco que integra o PSB, PT e PDT terá dois representantes, assim como o bloco do PV e PSD. O Partido Liberal terá somente 1 representante na comissão.

Formada a Comissão, com 17 representantes, os membros terão um prazo de 48 horas para formalizar a eleição do presidente e relator. Já o governador e vice, terão 10 dias para enviar defesa prévia.

Um parecer prévio do presidente e relator da Comissão deverá ser lido no expediente da Aleam em 10 dias e seu teor deverá ser publicado no Portal da Transparência, junto com as referidas denúncias.

Votação

Passadas 48h da publicação do parecer, o documento será incluído na Ordem do Dia (Votação), onde receberá discussão única. Após o rito, o teor do documento receberá votação individual dos deputados podendo ser aceito ou rejeitado. O quórum será de maioria simples.

Em hipótese de aceitação da denúncia pelo plenário, Wilson Lima e Carlos Almeida terão, em seguida, 20 dias para apresentarem contestação. Após o prazo, a Comissão fará diligências e oitivas. Estas, fazem, portanto, parte do período de instrução do processo.

Com o fim da etapa de instrução, a Comissão terá ainda 10 dias para apresentar parecer final. O parecer, em suma, também será analisado pelos deputados em plenário. Caso a maioria decida com o parecer, as denúncias serão consideradas decretadas, o que ocasionaria afastamento imediato dos chefes do Poder Executivo.

Um Tribunal Especial será formado, com eleição pelo plenário. O grupo será formado por cinco deputados e cinco desembargadores do TJ-AM. Será do grupo a responsabilidade de decretar ou não a perda dos cargos de Wilson Lima e Carlos Almeida.

Com informações da Aleam.

COMPARTILHE