Criado pela Prefeitura de Manaus (PMM) para atender vítimas do novo coronavírus e para ajudar no fluxo do sistema estadual de saúde, o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, deixará de atender novos pacientes a partir desta segunda-feira.
Localizado no Lago Azul, zona Norte de Manaus e implantado em apenas quatro dias, o hospital foi inaugurado no dia 13 de abril, durante o pico da doença em Manaus.
Instalado nos prédios de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime), o hospital nasceu da parceria entre a PMM e iniciativa privada, por meio do grupo Samel e instituto Transire.
Atendeu e curou mais de 570 pacientes, entre eles 28 indígenas, um dos marcos do hospital. Todos os indígenas foram tratados e deixaram a unidade de saúde curados. Atualmente, 46 pacientes seguem internados em tratamento no hospital.
De acordo com o prefeito, todos os pacientes que ainda se encontram no hospital continuarão recebendo o tratamento normalmente. Após a alta médica do último paciente, o hospital de campanha deverá interromper suas atividades. A taxa de ocupação, atualmente, é de 30%, de um total de 180 leitos ativos, entre enfermarias, semi-intensivas e UTI.
“O hospital de campanha cumpriu a sua missão. Fizemos às pressas para socorrer o governo do Estado, sobretudo a população de Manaus, e transformamos uma escola em hospital em tempo recorde, mas está na hora de fechar o hospital e fazer com que retorne ao seu destino de escola”, disse Arthur ao confirmar que o local será usado como centro integrado de educação de alto padrão. “Vai ter um mural contando toda a história do hospital e mostrando como saímos da assistência básica de saúde para fazermos o nosso próprio hospital, que deu muitos números positivos. Os livros de história sobre Medicina terão a lembrança do hospital Gilberto Novaes”, completou.