sábado, 7 de novembro de 2026

Estado e municípios do interior alinhados no combate às queimadas

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e secretários do interior se reuniram para alinhar ações no combate e prevenção à crimes ambientais no Amazonas.
COMPARTILHE

Representantes ambientais de municípios do Sul do Amazonas reuniram com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para debater estratégias de atuação entre Estado e interior para conter e prevenir o avanço do desmatamento e das queimadas.

O Sul do estado é a região que concentra cerca de 90% dos alertas de queimadas emitidos no Estado, de janeiro a maio de 2020, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Realizado de forma on-line, o encontro reuniu secretários de Meio Ambiente de Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, além de representantes de Autazes e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Durante a reunião, técnicos da Sema apresentaram um panorama do desmatamento e queimadas no estado, realizado a partir do monitoramento diário dos dados do Inpe, por meio da Sala de Situação da Secretaria.

Com relação às queimadas, o estado é o 6º colocado da região Norte em número de focos de calor registrados nos cinco primeiros meses do ano, com o total de 281 notificações.

De acordo com o levantamento, o Amazonas ocupa ainda o 3º lugar no ranking de desmatamento entre os estados da Amazônia Legal, Os maiores índices do ano foram registrados em Apuí, Lábrea e Boca do Acre.

O encontro acontece poucos dias após o lançamento da Operação Curuquetê 2 – A operação integrada visa o combate ao desmatamento ilegal e queimadas no Sul do Amazonas. As ações também serão direcionadas para a Região Metropolitana de Manaus, que concentra alto número de alertas de desmatamento e focos de calor.

Minimizar casos de Covid

As ações entre Estado e interior no combate às queimadas, podem minimizar os casos de doenças respiratórias, muitas responsáveis pelas mortes causadas por Covid-19. 

Os números mostram que somente em janeiro e fevereiro deste ano foram registrados 270 novos focos de queimadas na Amazônia. Fato comprovado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A fumaça vem para as cidades e afeta potencialmente quem sofre de doenças respiratórias. Como a Covid-19 que ataca diretamente o sistema respiratório dos pacientes e em tempos de pandemia isso pode ser ainda mais fatal.

COMPARTILHE