quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Conselho Consultivo Amazônia é criado por bancos privados

O projeto uniu Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, com o objetivo de implementar propostas criadas para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.
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Bradesco, Itaú Unibanco e Santander criam Conselho Consultivo Amazônia, instância criada para apoiar a implementação das dez medidas propostas pelos bancos para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.

Os profissionais escolhidos aportam ao projeto diferentes experiências e conhecimentos sobre as questões sociais e ambientais envolvendo a Amazônia.

Especialistas em sustentabilidade dos três bancos formaram um grupo de trabalho, que já tem se reunido regularmente para propor iniciativas e ações concretas para a região.

Reuniões Trimestrais

O grupo de especialistas do Conselho Consultivo Amazônia se reunirá a cada três meses com o objetivo de trazer reflexões sobre as dinâmicas da região. Dessa forma, desafiando os bancos quanto à efetividade do impacto das ações propostas.

Sete escolhidos

Os bancos escolheram o nome de sete especialistas para integrarem o Conselho Consultivo Amazônia.

Entre eles, Adalberto Luís Val, que é biólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); Adalberto Veríssimo, pesquisador associado e co-fundador do Imazon, um dos principais centros de pesquisa e ação estratégica da Amazônia; André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM); Também Carlos Afonso Nobre, atual responsável pelo projeto Amazônia 4.0, de fomento à Bioeconomia e Bioindustrialização.

Mais, Denis Minev, diretor-presidente das Lojas Bemol, co-fundador da Fundação Amazonas Sustentável; Izabella Teixeira, bióloga e doutora em Planejamento Ambiental pela COPPE/UFRJ e também, Teresa Vendramini, pecuarista e socióloga, é presidente da Sociedade Rural Brasileira.

De acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, o conceito foi escolher um grupo de pessoas de alta qualificação e notório saber que são comprometidas com a ciência, com a defesa do meio ambiente e com a vida.

“Estamos bastante seguros que as diferentes visões e formações dos membros do Conselho darão substância e massa crítica ao trabalho de propor e orientar medidas que envolvem o futuro da Amazônia. São desafios não só ambientais, mas também sociais e econômicos”, destacou o presidente.

Conforme o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, a junção desse grupo, altamente qualificado é fundamental para que todas as propostas sejam alcançadas.

Visto que, tais profissionais conhecem profundamente os desafios do Brasil na área ambiental e, mais especificamente, na Amazônia

“A colaboração dos conselheiros consultivos será fundamental para que nossa atuação na região seja efetiva e gere os impactos positivos que buscamos”, destacou Bracher.

Dessa forma, o conselho vai funcionar com esse grupo de especialistas que serão responsáveis por darem respaldo as propostas para o desenvolvimento sustentável da região Amazônica.

“Caberá a eles proposituras de ações e metas desafiadoras, que provem ser possível gerar riqueza para o País e beneficiar a população local sem sacrificar nossa biodiversidade e recursos naturais”, disse Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil.

As medidas

Sendo assim, o Plano Amazônia inclui 10 medidas que foram construídas a partir de três frentes de atuação identificadas como prioritárias para a região: conservação ambiental e desenvolvimento da bioeconomia; investimento em infraestrutura sustentável; e garantia dos direitos básicos da população da região amazônica.

As dez medidas que já foram definidas pelo plano:

1) Atuar visando ao desmatamento zero no cadeia da carne, reforçando diligências internas, apoiando a transição e articulando com empresas e associações para a criação de compromisso setorial.

2) Estimular as cadeias sustentáveis, como a do cacau, açaí e castanha, por meio de linhas de financiamento diferenciadas e ferramentas financeiras e não financeiras.

3) Estimular o desenvolvimento da infraestrutura de transporte mais sustentável, como o hidroviário, com aplicação de metas ambientais, em troca de condições diferenciadas de financiamento.

4) Viabilizar investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social da região, como acesso à energia, internet, moradia e saneamento.

5) Fomentar projetos que visem o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental por meio de instrumentos financeiros de lastro verde, como o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA) e Crédito de Carbono.

6) Incorporar os impactos das mudanças climáticas nas políticas de crédito e investimentos de longo prazo e dar ênfase a isso em nossos relatórios.

7) Ampliar o alcance de negócios que promovam a inclusão e a orientação financeira na região.

8) Articular e apoiar a implantação do sistema informatizado de registro de regularização fundiária.

9) Articular a criação de um fundo para atores e lideranças locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioeconômico na região.

10) Atrair investimentos que promovam parcerias e desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a bioeconomia.

Fonte: Agência Brasil

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