Com orçamento previsto em quase R$ 100 milhões para o próximo ano, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) quer ajudar 50 mil produtores a se organizarem e se capacitarem para o agronegócio, levando ao interior qualidade produtiva e resultados para a economia local.
De acordo com Valdenor Cardoso, diretor-presidente do Instituto, há metas programáticas e substantivas a serem alcançadas em 2021 que, juntas, vão estruturar e fortalecer os arranjos produtivos nos municípios do Amazonas. Para ele, além de fortalecer a economia, as metas irão trazer promoção humana às cidades que as alcançarem.
Valdenor exemplificou as metas a serem trabalhadas em Atalaia do Norte. Ele revelou que o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] do município é o mais baixo do Amazonas (0,45) e que, no local, há a possibilidade de trabalhar o manejo do pirarucu ou o cultivo do açaí e da banana.
“Faremos ações mais específicas através do agronegócio familiar para combater a pobreza. São cidades aptas para tal realização”, pontuou o diretor-presidente, frisando que é necessário fortalecer outras matrizes econômicas do estado e, consequentemente, sair da total dependência do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Recursos humanos ganha destaque
Em tempos de pandemia, onde o isolamento social foi regra essencial, o diretor-presidente do Idam destacou a atuação dos servidores do Instituto para que mais de 34 mil agricultores fossem atendidos esse ano.
“O maior patrimônio de uma organização é o recurso humano. E o nosso tem qualidade técnica para atender as nossas demandas e, atentos a todos os cuidados, conseguimos, com o apoio do governador Wilson Lima, a dar um suporte maior aos microprodutores”, frisou Valdenor.
Números
O Idam está presente em todos os municípios do Amazonas e, em quatro cidades – Canutama, Itacoatiara, Lábrea e Manicoré – possui dois escritórios para dar melhor assistência aos produtores.
O diretor-presidente destaca o fortalecimento da estrutura física das unidades locais do Idam, que passaram a contar com a internet via satélite. Segundo Valdenor, a estruturação deu mais celeridade à emissão dos documentos que regularizam a atividade dos agricultores e à elaboração de projetos de crédito rural.
Para Valdenor, o Cartão do Produtor Primário (CPP), por exemplo, antes, representava “apenas um benefício fiscal e, hoje, passa a ser uma identidade social” do produtor amazonense que, somados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e às Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs), conseguem que haja a expansão da produção para outras regiões do país.
Entre as vantagens de possuir o CPP, estão a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na aquisição de insumos, máquinas e equipamentos para uso na produção de atividades agropecuárias, pesqueiras e florestais no Amazonas, dispensa da cobrança de ICMS antecipado nas aquisições de insumos agropecuários em outros estados e descontos em compras agrícolas e energia elétrica.
Ao todo, o Idam já expediu esse ano mais de 3,8 mil DAPs e mais de 15,6 mil CPPs. No CAR, houve o registro de mais de 6,5 mil agricultores familiares.
Agora, são mais de 29,3 mil DAP’s ativas nos 62 municípios do estado. Os municípios que mais emitiram o documento neste ano foram Manacapuru, Carauari, Santo Antônio do Içá, Manaus, Maués e Lábrea.
Reportagem: Rosianne Couto
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